  Linux Portuguese-HOWTO
  Configuraes do Linux para a Lngua Portuguesa
  Carlos A. M. dos Santos <casantos@cpmet.ufpel.tche.br>
  CPMet/UFPEL -- Pelotas, RS, Brasil
  v3.2, 24 May 1999

  Este documento pretende ser um guia de referncia de configurao do
  LLiinnuuxx e seus programas, teclados e fontes de caracteres, permitindo
  sua utilizao mais confortvel por pessoas que falem a Lngua Portuguesa.
  ______________________________________________________________________

  Table of Contents






















































  1. Introduo

     1.1 Finalidades deste HOWTO
     1.2 Onde encontrar a verso mais atual
     1.3 Pgina oficial na WWW
     1.4 Como enviar colaboraes

  2. Informaes gerais

     2.1 Conjuntos de caracteres
     2.2 Modo texto versus Sistema de Janelas X

  3. Configurao do console (modo texto)

     3.1 Mapas de teclado
     3.2 Mapas de traduo de tela
     3.3 Comandos do pacote KBD
     3.4 Carregamento de uma fonte de caracteres
        3.4.1 Slackware
        3.4.2 Debian
        3.4.3 Red Hat
        3.4.4 Conectiva Red Hat Linux
        3.4.5 S.u.S.E.
        3.4.6 Testando a fonte
     3.5 Carregando um mapa de teclado
        3.5.1 Slackware.
        3.5.2 Debian.
        3.5.3 Red Hat.
        3.5.4 Conectiva Red Hat Linux.
        3.5.5 S.u.S.E..
        3.5.6 Testando o teclado
     3.6 Verificando erros

  4. Biblioteca de funes libc e aplicativos GNU

     4.1 Configurando o suporte internacional
     4.2 Problemas com a libc 5

  5. Configurao do X

     5.1 Configurao do xinit
     5.2 Configurao do XDM
     5.3 Compose
     5.4 Locale
     5.5 Gerao de mapas com o XKeyCaps
     5.6 Contornando os limites do X
        5.6.1 Alterao da biblioteca Xlib
        5.6.2 Alterao no kernel do Linux
        5.6.3 Comparao entre as duas solues

  6. Configurao dos vrios programas

     6.1 Aplicativos
        6.1.1 Bash (biblioteca GNU readline)
        6.1.2 Emacs
        6.1.3 flex
        6.1.4 Fortune
        6.1.5 Ispell
        6.1.6 JDK (inclui ICQJava)
        6.1.7 Joe
        6.1.8 Less
        6.1.9 ls
        6.1.10 LyX
        6.1.11 Man, groff, troff
        6.1.12 Midnight Comander (mc)
        6.1.13 Minicom
        6.1.14 Netscape Communicator
        6.1.15 nn
        6.1.16 Pine e Pico
        6.1.17 tcsh
        6.1.18 TeX e LaTeX
           6.1.18.1 O pacote Babel
           6.1.18.2 Separao silbica
           6.1.18.3 Uso de Font Encoding T1
           6.1.18.4 Edio de documentos
           6.1.18.5 Teste da configurao do LaTeX
           6.1.18.6 Problemas com alguns pacotes do teTeX
           6.1.18.7 Lista TeX-BR
           6.1.18.8 LaTeX-demo
        6.1.19 WordPerfect
        6.1.20 Xemacs (antigo lucid emacs)
     6.2 Rede local e Internet
        6.2.1 FTP (File Transfer Protocol)
        6.2.2 Correio eletrnico

  7. Ficheiros necessrios

  8. Informaes Adicionais

     8.1 Fontes de informao sobre Linux em Portugus
     8.2 Free Translation Project
     8.3 LIE-BR
     8.4 Verses de software testadas

  9. Observaes finais

     9.1 Futuras adies a este documento
     9.2 Nota de Direitos de Autor
     9.3 Garantia (inexistncia de) e nota de responsabilidade
     9.4 Agradecimentos

  10. Bibliografia comentada



  ______________________________________________________________________

  11..  IInnttrroodduuoo

   semelhana de outras lnguas faladas na Europa, a Lngua Portuguesa tem
  caractersticas especiais, como a utilizao de caracteres acentuados,
  que tornam o seu suporte difcil, pouco intuitivo ou at mesmo
  impossvel, por parte do software utilizado nos nossos computadores.

  Nossa lngua assume particularidades em cada um dos pases em que
  falada e mesmo dentro de um nico pas como o Brasil, de dimenses
  continentais e com influncias culturais de muitos outros povos. Este
  documento foi originalmente escrito por um portugus, mas agora
  mantido por um brasileiro. H uma mistura de sotaques que deve se
  manter por um bom tempo, pois no h razo para alterar o texto original
  seno para fazer de adies e correes, at por respeito ao primeiro autor.
  Termos ``estrangeiros'' desnecessrios foram substitudos por
  correspondentes da Lngua Portuguesa, preservando-se apenas os que j
  fazem parte do jargo da informtica.


  11..11..  FFiinnaalliiddaaddeess ddeessttee HHOOWWTTOO

  Este HOWTO  um guia de referncia de configurao do sistema operativo
  Linux e seus programas, teclados e fontes de caracteres, permitindo
  sua utilizao mais confortvel por pessoas que falem a Lngua Portuguesa.
  Como os programas mais antigos no foram desenhados com suporte a
  caracteres acentuados ou internacionalizao, s vezes  preciso usar
  algum artifcio que permita contornar o problema, mas o resultado nem
  sempre  totalmente satisfatrio e em alguns casos chega ser frustrante.
  As dificuldades encontradas centram-se essencialmente em torno de
  quatro pontos:


  +o  a introduo de caracteres acentuados atravs do teclado, como seja a
     escrita de jo~ao em vez da sua forma correcta: joo;

  +o  a exibio dos mesmos na tela do computador. O suporte resume-se
     normalmente  correcta localizao das teclas, nada mais;

  +o  o correto tratamento de convenes nacionais de formato de datas,
     horas e valores monetrios;

  +o  a exibio de mensagens, ttulos e demais informaes dos programas em
     outra lngua que no o Ingls, que  a lngua original da maioria desses
     programas.

  Verses anteriores do Portuguese HOWTO concentravam-se em contornar as
  duas primeiras dificuldades mencionadas, de forma a fazer que, dentro
  do possvel, tanto o sistema operativo como os programas nele
  utilizados aceitassem os caracteres acentuados e usassem os teclados
  com suporte para o Portugus.  Embora esse objetivo ainda seja
  perseguido, os problemas de teclado e caracteres j tm solues
  satisfatrias, pelo menos para as aplicaes mais usadas. As prximas
  verses devero se dedicar mais aos dois ltimos problemas.

  O texto contm uma j no to breve discusso sobre o tratamento do teclado
  e das fontes de caracteres do console pelo Linux, bem como do suporte
  a vrias lnguas nacionais. O Sistema de Janelas X tambm  discutido,
  fazendo-se uma comparao entre ele e o modo de texto. Por fim, so
  fornecidas instrues para a configurao do sistema operativo e de
  diversos aplicativos importantes.

  O documento tem se tornado menos _s_l_a_c_k_w_a_r_i_a_n_o, incluindo cada vez mais
  informaes relativas a outras distribuies. Slackware e Caldera ainda se
  baseiam na verso 5 da biblioteca de funes do sistema para Linux
  (_l_i_b_c), enquanto Debian, Red Hat, TurboLinux, S.u.S.E e Stampede j
  suportam a verso 6 (que na verdade  a glibc verso 2). Esta nova verso
  da biblioteca est um passo adiante no suporte a internacionalizao e
  localizao.  A partir da verso 3.2 do Portuguese-HOWTO as
  particularidades de cada distribuio sero destacadas quando houver
  necessidade. A tentativa de tornar Debian uma distribuio ``de
  referncia'' a partir da verso 3.0 do HOWTO fracassou miseravelmente
  porque o nmero de diferenas entre as distribuies  muito grande.

  A inteno original de no tentar concentrar toda a informao em um nico
  texto, tratando apenas de alguns temas essenciais e fornecendo
  referncias para outras fontes, tambm fracassou. O HOWTO em sua verso
  3.1 j alcanava 38 pginas impressas em formato A4, o que est longe de
  poder ser chamado de sucinto. As principais razes para tal gigantismo
  so a necessidade de discutir diferenas entre as distribuies e a
  necessidade de fornecer informaes mais detalhadas sobre aplicativos.

  Excetuando-se aspectos muito especficos do Linux, como a configurao do
  modo texto e do _k_e_r_n_e_l, a maioria das informaes contidas neste
  documento pode ser aplicada a outros sistemas Unix. Exemplos so as
  configuraes do Sistema de Janelas X e de vrios aplicativos, que foram
  aplicadas em Solaris 2.{5,6,7} e Digital UNIX 3.2. Os mapas de teclado
  para terminais X e estaes de trabalho Sun foram criados e so usados em
  mquinas que rodam Solaris. O documento poder um dia se tornar o ``Unix
  Portuguese HOWTO'', embora no momento no se tenha inteno ou meios de
  faz-lo.

  11..22..  OOnnddee eennccoonnttrraarr aa vveerrssoo mmaaiiss aattuuaall

  Os Linux HOWTO fazem parte do Projeto de Documentao Linux (Linux
  Documentation Project -- LDP). Os documentos do LDP so mantidos em
  servidores da Universidade da Carolina do Norte (UNC) e do Instituto
  de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos da Amrica, e
  podem ser obtidos via FTP annimo nos seguintes endereos:

  +o  <ftp://metalab.unc.edu/pub/Linux/docs/HOWTO> (conhecida
     anteriormente como sunsite.unc.edu).

  +o  <ftp://tsx-11.mit.edu/pub/linux/docs/HOWTO>

  Pode-se tambm folhear os documentos HOWTO em formato HTML no endereo

  +o  <http://metalab.unc.edu/LDP/HOWTO>

  Muitas localidades mantm cpias desses documentos. Deve-se dar
  preferncia ao acesso  cpia mais prxima, para economizar o precioso
  trfego internacional na Internet e tambm evitar a sobrecarga da mquina
  metalab.unc.edu. Uma lista completa dessas localidades pode ser obtida
  em

  +o  <http://metalab.unc.edu/LDP/mirrors.html>

  Eis uma lista dos endereos recomendados:

  Brasil

  +o  <http://linusp.usp.br/LDP/>

  +o  <http://www.conectiva.com.br/LDP/>

  +o  <http://www.opensite.com.br/linux/>

  +o  <http://taubate.valley-bbs.com.br/LDP/>

  +o  <http://linux.unicamp.br/docs/>

  Portugal

  +o  <http://gil.di.uminho.pt/mirrors/LDP/>

  +o  <http://deneb.cec.pt/LDP/>

  +o  <http://ftp.dei.uc.pt/LDP/>

  +o  <http://www.sc.uevora.pt/LDP/>

  +o  <http://lwp.ualg.pt/docs/LDP/>

  +o  <http://linux.global-one.pt/LDP/>

  +o  <http://linux.ispgaya.pt/LDP/>

  +o  <http://ae.fe.up.pt/LDP/>

  Os Linux HOWTO esto disponveis em diversos formatos: texto simples,
  PostScript, DVI, HTML, RTF e Lyx. O formato original  SGML e os demais
  so gerados usando o SGMLtools (maiores informaes em
  <http://www.sgmltools.org/>).





  11..33..  PPggiinnaa ooffiicciiaall nnaa WWWWWW

  A pgina oficial do Linux Portuguese-HOWTO, assim como os diversos
  arquivos de configurao do sistema e programas aplicativos mencionados
  no texto, podem ser encontrados nos seguintes endereos:


  +o  Brasil:  <http://linusp.usp.br/~casantos/>

  +o  Portugal:  <http://linux.fe.up.pt/howto/>


  11..44..  CCoommoo eennvviiaarr ccoollaabboorraaeess

  Toda a formatao deste HOWTO, incluindo a numerao das sees  feita pelo
  SGMLtools. Por isso, ao enviar sugestes ou correes, mencione ooss ttttuullooss
  ddaass sseeeess onde as alteraes sugeridas devem ocorrer e no os nmeros.
  Nunca refira-se a um pargrafo como sendo ``o terceiro da seo 3.1'';
  cite as palavras inicias do trecho a ser modificado.

  Envie sugestes e correes via correio eletrnico em texto simples,
  opcionalmente com acentuao no cdigo ISO-8859-1.  Se o texto no for
  composto em um sistema *NIX, certifique-se de usar a codificao
  correta.  Todas as mensagens recebidas sero lidas, mas nem todas
  recebero resposta direta, devido  falta de tempo para tanto.

  No envie documentos no formato proprietrio de processadores de texto
  nem em formato HTML (o que infelizmente parece ser o comportamento
  normal do Netscape Communicator e do Microsoft Outlook).

  Mensagens perguntando como configurar seu modem, placa de vdeo ou rede
  no sero respondidas. Para esse tipo de consulta  aconselhvel procurar
  uma lista de discusso sobre Linux em Portugus ou acompanhar os grupos
  de discusso de Linux na USENET comp.os.linux.*.

  ``Flames'' tero o destino costumeiro: /dev/null.


  22..  IInnffoorrmmaaeess ggeerraaiiss

  22..11..  CCoonnjjuunnttooss ddee ccaarraacctteerreess

  Um conjunto de caracteres  definido de acordo com os smbolos
  constantes no alfabeto utilizado para escrita em uma ou mais lnguas. A
  Organizao Internacional de Normas (_I_n_t_e_r_n_a_t_i_o_n_a_l _S_t_a_n_d_a_r_d_s
  _O_r_g_a_n_i_z_a_t_i_o_n - ISO) padronizou atravs da norma ISO-8859 vrios desses
  conjuntos, identificados por ISO-8859-_x onde o _x corresponde a um
  determinado alfabeto. O conjunto ISO-8859 utiliza 8 bits para
  representar cada caracter, o que permite uma gama de 256 sinais
  (valores de zero a 255). Em cada um dos conjuntos, os cdigos zero a
  127 correspondem ao conjunto ASCII (_A_m_e_r_i_c_a_n _S_t_a_n_d_a_r_d _C_o_d_e _f_o_r
  _I_n_f_o_r_m_a_t_i_o_n _I_n_t_e_r_c_h_a_n_g_e) e os cdigos 160 a 255 so usados para
  caracteres nacionais.

  Para a lngua portuguesa, recomenda-se o uso do conjunto ISO-8859-1,
  que compreende o alfabeto latino e letras acentuadas usadas pelas
  lnguas do oeste da Europa e Amrica. Este conjunto de caracteres tambm
  frequentemente chamado de Latin-1 ou ISO Latin-1.

  Um padro mais recente  o Unicode, definido pela norma ISO-10646, que
  permite definir caracteres cuja representao interna no computador
  utiliza mais de um byte (ou _o_c_t_e_t_o na nomenclatura ISO). Todas as
  verses mais recentes de sistemas Unix suportam Unicode (ou pelo menos
  seus fabricantes alegam suportar).


  Alm dos caracteres alfanumricos e sinais de acentuao,  possvel tambm
  gerar sinais _s_e_m_i_g_r_f_i_c_o_s para desenho de linhas e bordas.  Esses
  sinais podem aproveitar cdigos no utilizados pelo conjunto oficial,
  tornando-os no portveis.

  O LLiinnuuxx foi desenhado internamente de modo a facilitar a sua fcil
  configurao e extenso em tempo de execuo, no constituindo o tratamento
  do teclado e fontes de caracteres excepo. Ele possui uma implementao
  ``nvel 1'' do padro Unicode. Maiores detalhes podem ser encontrados
  nos manuais do Linux, que podem ser lido com os comandos

      man unicode
      man utf-8
      man iso_8859_1
      man ascii


  mas antes disso certifique-se de que o _m_a_n est configurado correta-
  mente, conforme mostrado na seo ``Man, groff, troff''.


  22..22..  MMooddoo tteexxttoo vveerrssuuss SSiisstteemmaa ddee JJaanneellaass XX

  Alguns sistemas operativos, tais como MacOS, Microsoft Windows e NeXT,
  possuem interfaces grficas prprias. No Linux, assim como na maioria
  dos sistemas compatveis com Unix,  de uso corrente um ambiente grfico
  criado para ser ``multiplataforma'': o X Window System, que tambm foi
  projetado para suportar diversos conjuntos de caracteres, idiomas e
  formatos de teclado, mas ainda nnoo suporta totalmente o padro Unicode e
  sim uma extenso do ISO-8859.


       A rigor o X Window System nnoo  uma interface grfica com o
       usurio, mas a combinao de um protocolo de comunicao com uma
       interface com programas aplicativos (API) _s_o_b_r_e _a _q_u_a_l se
       construram vrias interfaces grficas.  Tanto o protocolo
       quanto o Sistema de Janelas definem um conjunto de _m_e_c_a_n_i_s_-
       _m_o_s e no _p_o_l_t_i_c_a_s (elementos caractersticos da poltica de
       uma Interface Grfica com o Usurio so menus, botes e caixas
       de dilogo).  O uso do termo ``XWindows''  incorreto e deve
       ser evitado, dando-se preferncia ao nome genrico ``X''.


  Existem muitas semelhanas entre os dois ambientes.  Ambos se baseiam
  em padres internacionais para definio de conjuntos de caracteres.
  Tanto no X quanto no console do Linux pode-se definir uma tecla
  chamada _C_o_m_p_o_s_e cujo pressionamento seguido de duas outras gerar o
  caracter correspondente.  Assim sendo, o pressionamento da seqncia
  ccoommppoossee--,,--cc gerar um c cedilhado.

  O tratamento do console  feito diretamente pelo sistema operativo e
  aplicaes comuns no se envolvem com o processamento dos cdigos de
  varredura do teclado, recebendo um caracter ou uma seqncia deles ao
  ser pressionada cada tecla, de tal sorte que tendo sido corretamente
  configurados o teclado e a fonte de caracteres pouco mais se tem a
  fazer.

  O X possui uma arquitetura muito diferente: tanto o teclado quanto
  a(s) tela(s) -- pode haver mais de uma tela -- so controlados por uma
  aplicao especial chamada _s_e_r_v_i_d_o_r _X. O pressionamento de uma tecla
  gera uma mensagem (chamada de _e_v_e_n_t_o) que  passada pelo servidor X
  aplicao _c_l_i_e_n_t_e. H um programa muito til chamado _x_e_v que permite
  observar cada evento a ele transmitido. Cliente e servidor se
  comunicam via rede usando um conjunto de regras chamado _p_r_o_t_o_c_o_l_o _X e
  podem rodar em mquinas diferentes. A mquina onde roda o servidor
  chamada _e_s_t_a_o _d_e _t_r_a_b_a_l_h_o ou _t_e_r_m_i_n_a_l _X e a mquina onde roda a aplicao
  (programa cliente) tambm  chamada de _c_l_i_e_n_t_e.

  Foge ao escopo deste texto a discusso mais profunda do tratamento de
  eventos no X. Para maiores informaes, sugere-se a consulta aos
  documentos mencionados na seo ``Leituras recomendadas'', mas
  importante esclarecer que o evento enviado pelo servidor ao cliente no
  contm o cdigo numrico da tecla, chamado _k_e_y_c_o_d_e na terminologia do X.
  Ao invs disso,  enviado um smbolo, chamado _k_e_y_s_y_m_b_o_l ou _k_e_y_s_y_m, obtido
  pela consulta a uma tabela de converso mantida na memria do servidor.
  Esta tabela pode ser modificada total ou parcialmente a qualquer
  momento por meio de requisies definidas no protocolo X.

  Existe um programa chamado _x_m_o_d_m_a_p capaz de ler um arquivo contendo
  uma tabela de converso _k_e_y_c_o_d_e-->_k_e_y_s_y_m e envi-la, tambm na forma de
  mensagens no protocolo X, ao servidor.  responsabilidade do cliente e
  no do servidor interpretar o _k_e_y_s_y_m, o que significa que a aplicao
  deve saber esperar mais um caracter ao receber uma ``tecla morta''
  para compor uma letra acentuada.

  Desde a reviso 5 do X existe na bibliotaca de funes (_X_l_i_b) um
  mecanismo sofisticado de suporte  gerao de caracteres em diversos
  cdigos.  A funo de tratamento de entrada de texto que j existia nas
  verses anteriores, chamada XXLLooookkuuppSSttrriinngg, entretanto,  no processa as
  seqncias de acentos e letras de modo transparente s aplicaes. Ao invs
  disso foi includo um mtodo de composio usando _c_o_n_t_e_x_t_o_s _d_e _e_n_t_r_a_d_a
  (_i_n_p_u_t _c_o_n_t_e_x_t_s) por meio das funes XXmmbbLLooookkuuppSSttrriinngg e XXwwccLLooookkuuppSSttrriinngg,
  cujo uso  responsabilidade da aplicao -- ou do seu programador, melhor
  dizendo -- mesmo no caso da tecla _C_o_m_p_o_s_e.  Isto deve-se so fato de o
  _X _C_o_n_s_o_r_t_i_u_m ter chegado  concluso de que o sistema de mapeamento de
  teclas no tratava de forma satisfatria toda a imensa variedade de
  lnguas escritas nas vrias partes do mundo. Deste modo, decidiu-se que
  o ``peso'' relativo  gesto do teclado fosse transferido para as
  aplicaes X, o que cria uma dificuldade quando usamos aquelas mais
  antigas, que no usam o novo mtodo de tratar a entrada.

  Por essas razes  normalmente mais difcil conseguir acrescentar suporte
  gerao de caracteres acentuados em aplicativos que rodam sob o X,
  principalmente quando no se possui o cdigo fonte. Aplicativos feitos
  para rodar apenas em modo texto, tais como vvii e mmiinniiccoomm dependero
  totalmente dos recursos do emulador de terminal em uso quando rodando
  em uma janela do X. Se for usada uma verso atual do _x_t_e_r_m ou _r_x_v_t o
  emulador far o tratamento correto dos acentos.

  O francs Thomas Quinot, cansado de esperar uma soluo melhor para o
  problema da acentuao no X, resolveu implementar uma modificao para a
  Xlib proposta por Andr D. Balsa, que adiciona suporte  acentuao direta
  conforme mostrado na seo ``Contornando os limites do X''. Isso permite
  usar aplicaes como _x_f_i_g ou _x_e_d_i_t sem que seja necessrio alter-las. O
  truque parece funcionar apenas para caracteres do cdigo ISO-8859-1 mas
  suficiente para o Portugus e outras lnguas. Como bem observa Balsa, a
  longo prazo todos os programas devero ser modificados para usar os
  novos recursos do X, mas como a longo prazo estaremos todos mortos a
  soluo de curto prazo de Quinot torna-se bastante atraente...


  33..  CCoonnffiigguurraaoo ddoo ccoonnssoollee ((mmooddoo tteexxttoo))

  O documento de referncia sobre a configurao do console do Linux  o
  Keyboard and Console HOWTO, de Andries Brouwer, que pode ser
  encontrado nos repositrios do LDP. Conforme l descrito, a configurao
  da fonte de caracteres e mapa de teclado  feita usando o pacote KBD,
  encontrado em todas as distribuies de Linux.




  33..11..  MMaappaass ddee tteeccllaaddoo

  Cada tecla do PC possui um cdigo numrico. Ao pressionarmos uma delas o
  processador controlador do teclado envia ao computador esse cdigo _d_e
  _v_a_r_r_e_d_u_r_a, tambm conhecido como _s_c_a_n_c_o_d_e, junto com um sinal de que a
  tecla foi pressionada ou solta. As seqncias de eventos so ento
  processadas pelo _d_r_i_v_e_r de teclado e armazenadas em uma fila de
  caracteres que  lida pelas aplicaes por meio da chamada de funes do
  sistema operativo.

  Um mapa de teclado  um arquivo de texto que estabelace as
  correspondncias entre o _s_c_a_n_c_o_d_e de tecla e o caracter (ou seqncia de
  caracteres) a gerar quando ela for pressionada, chamado _k_e_y_c_o_d_e. Por
  exemplo:

      # atribuio da tecla '-' do teclado numrico  tecla com cdigo 74
      keycode  74 = KP_Subtract

      # atribuio da tecla '4' do teclado numrico  tecla com cdigo 75
      keycode  75 = KP_4

      # etc...

      keycode  76 = KP_5            # tecla 5
      keycode  77 = KP_6            # tecla 6
      keycode  78 = KP_Add          # soma
      keycode  79 = KP_1            # tecla 1
      keycode  80 = KP_2            # tecla 2



  Alm das teclas alfabticas, numricas e de smbolos, existem outras
  chamadas _m_o_d_i_f_i_c_a_d_o_r_a_s que permitem gerar cdigos que no correspondem a
  nenhum sinal grfico: _S_h_i_f_t _C_o_n_t_r_o_l _A_l_t e _M_e_t_a. Esta ltima normalmente
  no  encontrada em teclados de PCs, apenas em estaes de trabalho de
  fabricantes como Sun, SGI, HP e Digital (eles no gostam de ser
  chamados de ``DEC''). O editor de texto Emacs usa muito a tecla _M_e_t_a.

  O arquivo de mapa permite tambm especificar teclas especiais chamadas
  ``teclas mortas'' (_d_e_a_d_k_e_y_s). Quando pressionadas elas no resultam no
  aparecimento de um caracter na tela, limitando-se a alterar o
  comportamento da tecla pressionada a seguir para que, por exemplo, ao
  se digitar um ~~ seguida de um aa, seja gerado um `'.


  33..22..  MMaappaass ddee ttrraadduuoo ddee tteellaa

  Um mapa de traduo de tela permite especificar qual o caracter X a ser
  exibido na tela, quando um programa deseja exibir um caracter Y.
  Desta forma, poderamos fazer com que ao escrever o caracter com o
  cdigo do c-cedilhado na tela, fosse na realidade exibido um outro
  caracter de cdigo diferente mas cuja _i_m_a_g_e_m na nossa fonte de
  caracteres correspondesse  imagem de um c-cedilhado.

  Este mapeamento  necessrio apenas quando queremos usar uma fonte cujos
  caracteres no possuem cdigos diretamente correspondentes aos do
  conjunto usado no mapa de teclado.



  33..33..  CCoommaannddooss ddoo ppaaccoottee KKBBDD


     LLooaaddkkeeyyss
        Permite carregar um mapa de teclado. Por exemplo, o comando a
        seguir carrega o mapa armazenado no arquivo portugal.map.
            loadkeys /usr/lib/kbd/keytables/portugal.map



     SSeettffoonntt
        Permite o carregamento de uma fonte de caracteres de tela,
        possibilitando a alterao das fontes utilizadas em modo de texto.
        O comando a seguir, por exemplo, ir carregar uma fonte com o
        conjunto Latin-1:

            setfont lat1u-16.psf



     SShhoowwffoonntt
        mostra todos os caracteres existentes na fonte que est
        atualmente em uso no console. O X tambm tem um comanto chamado
        showfont, que serve para mostrar as caractersticas de uma
        determinada fonte, mas no os caracteres em si. Para esta ltima
        finalidade se usa o comando _x_f_d. Se o programa showfont do
        pacote KBD for invocado em um emulador de terminal X, como
        _x_t_e_r_m, ele gerar um erro ``GIO_SCRNMAP: Invalid argument'', mas
        no provocar nenhum dano.

     MMaappssccrr
        Permite carregar um mapa de traduo de tela. Suponhamos que
        exista o arquivo /etc/portugal.trad. Se executarmos o comando

            mapscrn /etc/portugal.trad


     ento a partir deste momento as tradues l definidas sero usadas.

     LLooaadduunniimmaapp
        Carrega um mapa de traduo de Unicode para a fonte de tela. O
        mapa padro, chamado ``def.uni'' considera que estamos usando a
        fonte normal do IBM-PC.  Este comando nnoo  necessrio quando
        usamos uma fonte com caracteres definidos no padro Unicode, pois
        o programa setfont carrega automaticamente a tabela de
        mapeamento adequada. O comando a seguir carregar o mapa de
        traduo para as fontes latin-1:

            loadunimap lat1





  33..44..  CCaarrrreeggaammeennttoo ddee uummaa ffoonnttee ddee ccaarraacctteerreess

  O pacote KBD contm dois tipos de fontes com codificao latin-1:

  +o  as que j possuem uma tabela de mapeamento unicode, carregada
     automaticamente pelo programa setfont. Estas fontes tm nomes
     lat1u-*.psf;

  +o  as que no possuem tabela de mapeamento. Neste caso  preciso
     carregar uma com o programa loadunimap. Estas tm nomes lat1-*.psf
     (o ``u'' indica Unicode).

  Nas verses mais novas do KBD os arquivos so comprimidos com gzip.
  preciso carregar uma fonte que tenha os caractres latinos acentuados
  no padro ISO 8859-1 e _t_a_m_b_m os smbolos semigrficos. As fontes de nome
  iso01.* no possuem esses smbolos. A fonte mais recomendada  a
  lat1u-16.psf.

  As verses mais antigas do pacote KBD mantinham essas fontes no
  diretrio /usr/lib/kbd/consolefonts, que foi trocado depois da verso
  0.92 por /usr/share/consolefonts. Dependendo da sua distribuio e do
  quanto ela esteja atualizada o diretrio poder ser um ou outro.


  33..44..11..  SSllaacckkwwaarree

  Foi criado o script /etc/rc.d/rc.font, contendo o seguinte:


      #!/bin/sh
      #
      # /etc/rc.d/rc.font
      #
      # Seleciona uma das fontes de caracteres disponiveis em
      # /usr/lib/kbd/consolefonts.
      #
      setfont lat1u-16.psf

      # O comando a seguir  totalmente desnecessrio
      # com a fonte lat1u-16.psf.
      # loadunimap lat1u

      # Remova o comentrio da linha abaixo se estiver usando uma fonte sem
      # tabela de mapeamento de Unicode para tela:
      # loadunimap lat1




  33..44..22..  DDeebbiiaann

  Edite o arquivo /etc/kbd/config e coloque uma linha contendo

      CONSOLE_FONT=lat1u-16.psf


  esse arquivo  processado pelo script /etc/rc.boot/kbd. Execute-o para
  ativar a nova fonte sem ter que dar ``reboot''. Lembre-se sempre:
  Linux nnoo  Windows!


  33..44..33..  RReedd HHaatt

  Edite o arquivo /etc/sysconfig/i18n e veja se contm o seguinte:

      LANG=pt_BR
      LINGUAS=pt_BR
      LC_CTYPE=ISO-8859-1
      LC_ALL=pt_BR
      SYSFONT=lat1u-16
      SYSTERM=linux-lat




  33..44..44..  CCoonneeccttiivvaa RReedd HHaatt LLiinnuuxx

  Se voc selecionar a lngua correta durante a instalao no h nada mais a
  fazer. A configurao  feita extatamente como do Red Hat.





  33..44..55..  SS..uu..SS..EE..

  Edite o arquivo /etc/rc.config e procure uma linha que comea com
  ``FONT='' (linha 64, em minha mquina com S.u.S.E. vero 5.6) e coloque

      FONT=lat1u-16.psf



  Edite os scripts boot.setup e single contidos no diretrio /etc/rc.d.
  Procure a linha contendo o comando /usr/bin/loadunimap e remova-a ou
  ponha no seu incio um ``#'' para deix-la como comentrio. Veja
  comentrios sobre este comando na seo ``Carregamento de uma fonte de
  caracteres''.


  33..44..66..  TTeessttaannddoo aa ffoonnttee

  Experimente algumas teclas como ``,.|!"#$%&/()=?'', etc. e use o
  comando showfont para mostrar a fonte em uso.


  33..55..  CCaarrrreeggaannddoo uumm mmaappaa ddee tteeccllaaddoo

  A seguir  necessrio carregar o mapa de teclado adequado. At a verso
  0.92 do pacote KBD esses mapas ficavam no diretrio
  /usr/lib/kbd/keytables passando mais tarde para /usr/share/keytables.
  Dependendo da distribuio voc ter um diretrio ou outro. Os mapas para
  diversos tipos de teclados so apresentados mais adiante.


  33..55..11..  SSllaacckkwwaarree..

  Foi criado o script /etc/rc.d/rc.keyboard, contendo o seguinte:

      #!/bin/sh
      #
      # /etc/rc.d/rc.keyboard
      #
      # Seleciona um dos mapas de teclado disponveis no diretrio
      # /usr/lib/kbd/keytables
      #
      loadkeys abnt2


  e acrescentei as seguintes linhas ao /etc/rc.d/rc.S, imediatamente
  antes do tratamento do /etc/rc.d/rc.keyboard:

      # Carrega uma fonte de caracteres se existe um script rc.font.
      if [ -x /etc/rc.d/rc.font ]; then
        /etc/rc.d/rc.font start
      fi

      # Carrega um mapa de teclado se existe um script rc.keyboard.
      if [ -x /etc/rc.d/rc.keyboard ]; then
        /etc/rc.d/rc.keyboard start
      fi




  33..55..22..  DDeebbiiaann..

  Certifique-se de ter instalado o pacote _k_b_d e depois faa o seguinte:


  +o  copie os arquivos com os mapas de teclado fornecidos (veja a seo
     ``Ficheiros necessrios'') para o diretrio /usr/share/keytables/. No
     necessrio descomprimi-los;

  +o  copie o mapa correspondente ao seu teclado para o arquivo
     /etc/kbd/default.map.gz.

  +o  rode o script /etc/init.d/keymaps.sh.


  33..55..33..  RReedd HHaatt..

  Certifique-se de ter instalado o pacote _k_b_d. Copie os arquivos com os
  mapas de teclado fornecidos (veja a seo ``Ficheiros necessrios'') para
  o diretrio /usr/lib/kbd/keytables/ (ou
  /usr/lib/kbd/keymaps/i386/qwerty/, a pertir do Red Hat 5.2). No
  necessrio descomprimi-los.

  Edite o arquivo /etc/sysconfig/keyboard e coloque o nome do mapa a
  usar na varivel KEYTABLE, como por exemplo

      KEYTABLE="abnt2"




  33..55..44..  CCoonneeccttiivvaa RReedd HHaatt LLiinnuuxx..

  O CRHL j vem com os mapas de teclado para Portugus. Se voc selecionou
  o teclado correto durante a instalao, no h mais nada a fazer. Caso
  contrrio, edite o arquivo /etc/sysconfig/keyboard e coloque

      KEYTABLE="nome"


  Onde ``nome''  _b_r_-_a_b_n_t_2, _p_t ou _u_s_-_a_c_e_n_t_o_s caso o desenho do seu
  teclado seja ABNT-2, portugus ou americano.



  33..55..55..  SS..uu..SS..EE....

  Certifique-se de ter instalado o pacote _k_b_d. Copie os arquivos com os
  mapas de teclado fornecidos (veja a seo ``Ficheiros necessrios'') para
  o diretrio /usr/lib/kbd/keytables/. No  necessrio descomprimi-los.

  Descomprima o mapa de teclado adequado, copiando para o arquivo
  /etc/default.keytab, usando por exemplo um comando como

      zcat /usr/lib/kbd/keytables/pt.map.gz > /etc/default.keytab




  33..55..66..  TTeessttaannddoo oo tteeccllaaddoo

  Experimente pressionar a tecla cc--cceeddiillhhaaddoo (se o teclado no tem esta
  tecla, digite 'c). Verifique se todas as letras acentuadas, maisculas
  e minsculas so geradas corretamente e aparecem na tela. Se aparecer
  algum caracter estranho verifique se carregou o mapa de teclado e a
  fonte de caracteres corretos, pois provavelmente uma dessas operaes
  foi mal sucedida.

  Se ao invs de c-cedilha minsculo aparecer um maisculo  provvel que uma
  tabela de mapeamento Unicode incorreta esteja a ser carregada. Este
  problema ocorrer na distribuio S.u.S.E. se no se fizerem as alteraes
  nos scripts do sistema mencionadas anteriormente.

  33..66..  VVeerriiffiiccaannddoo eerrrrooss

  Mas, e se alguns dos caracteres continuarem a no aparecer? Bem, antes
  de mais nada verifique se a fonte e o mapa de teclado adequados foram
  carregados. Um caso especial  quando queremos usar uma fonte que no
  segue a codificao ISO Latin-1 ( o caso da fonte padro do console do
  PC). Teramos ento de _c_o_n_v_e_n_c_e_r a tela a mostrar os caracteres certos
  em cada caso.

  Poderamos recorrer ao comando _m_a_p_s_c_r_n.  O arquivo com a tabela de
  traduo teria no entanto de ser criado por ns, seguindo um processo
  moroso de tentativa e erro at encontrar o caracter cuja imagem
  desejvamos. Ou, de uma forma mais fcil, poderamos usar o comando
  _s_h_o_w_f_o_n_t.

  Se usarmos a fonte de caracteres correta, o uso deste ltimo comando
  ser desnecessrio.  at recomendvel que no se use tal recurso, pois
  embora ele permita criar uma tabela de caracteres ``personalizada'' em
  um computador, ser difcil que um documento acentuado produzido nessa
  mquina possa ser lido em outra que no tenha a mesma configurao.


  44..  BBiibblliiootteeccaa ddee ffuunneess lliibbcc ee aapplliiccaattiivvooss GGNNUU

  A biblioteca padro de funes do Linux suporta Internacionalizao e
  Localizao segundo o padro POSIX (Portable Operating System Interface).
  Trata-se de uma norma estabelecida pelo IEEE (Institute of Electrical
  and Electronics Engineers) para intercomunicao entre diferentes
  sistemas operativos. Existe tambm um padro estabelecido pelo ANSI
  (American National Standards Institute) para a linguagem de programao
  C que permite escrever programas com suporte internacional.


  44..11..  CCoonnffiigguurraannddoo oo ssuuppoorrttee iinntteerrnnaacciioonnaall

  Resumidamente, podemos dizer que as funes que tratam informaes
  dependentes da lngua ou do pas podem ter seu comportamento modificado,
  bastando para tanto estabelecer algumas variveis de ambiente. E que
  funes so essas?  Podemos citar as de formatao de datas, valores
  monetrios e mensagens de erro do sistema. Se voc no sabe o que  uma
  varivel de ambiente, sugiro que leia o manual com o comando

      man environ



  O padro POSIX permite usar diversas variveis de configurao, cada uma
  delas definindo o tratamento dado a um tipo de informao, a saber

     LLCC__CCOOLLLLAATTEE
        Define regras para comparao entre caracteres no alfabeto local.
        Por exemplo, a letra `' deve ser tratada como idntica ao `a' no
        Portugus quando ordenamos alfabeticamente.


     LLCC__CCTTYYPPEE
        Define regras para comparao entre caracteres maisculos e
        minsculos. Se estivermos trabalhando com o cdigo ASCII, sabemos
        que o cdigo numrico de uma letra minscula  32 a mais do que a
        maiscula correspondente, mas para uma letra acentuada esta regra
        no  vlida!



     LLCC__MMOONNEETTAARRYY
        Muda o comportamento das funes de formatao de valores monetrios
        e permite descobrir, por exemplo, o smbolo da moeda local, ou se
        usa ponto ou vrgula como separador de milhares e de casas
        decimais.


     LLCC__MMEESSSSAAGGEESS
        Estabelece a lngua em que as mensagens sero apresentadas e como
        uma resposta afirmativa ou negativa (S/N).


     LLCC__NNUUMMEERRIICC
        Estabelece o comportamento das funes de leitura/escrita de
        valores numricos permitindo, por exemplo que usemos a vrgula
        decimal.


     LLCC__TTIIMMEE
        Define a formatao de datas e horas.


     LLCC__AALLLL
        Define de uma s vez todas as categorias. Se usarmos LC_ALL, no
        precisaremos definir nenhuma das outras, a no ser que queiramos
        um comportamento diferente para aquele tem especfico.


     LLAANNGG
        Define de uma s vez todas as categorias, se LC_ALL no estiver
        definida.  Tambm  usada pelo comando man para compor os caminhos
        pelos quais ele procurar as pginas do manual. Veja as observaes
        a respeito desta varivel nas sees ``Locale'', ``Locale'' e
        ``Locale''.

  Maiores informaes podem ser obtidas no manual do sistema com o comando

      man 7 locale


  O `7' no comando anterior  necessrio para evitar confuso com uma funo
  homnima da linguagem Perl. Note que as configuraes acima afetam, em
  princpio, apenas as funes disponveis na biblioteca de funes da lin-
  guagem C. Na prtica, todos os programas que rodam em Linux usam aquela
  biblioteca, mas o sistema operativo no prov, catlogos de mensagens em
  diversas lnguas para todos os programas.

  A identificao da lngua e do local  feita por dois cdigos de duas
  letras, separados por um sinal ``_''. Se omitirmos o cdigo de pas,
  assume-se o pas padro para a lngua informada, mas deve haver um
  catlogo correspondente.  Deste modo, o cdigo ``pt_PT'' significa
  Portugus de Portugal, enquanto ``pt_BR'' significa Portugus do Brasil.
  Escolher uma combinao lngua/local basta ento colocar em seu arquivo
  /etc/profile uma linha contendo

      LC_ALL="pt_PT"
      export LC_ALL


  Usurios brasileiros devem usar ``pt_BR'' ao invs de ``pt_PT''. Teste o
  resultado com os comandos a seguir (/inexistente  o nome de um arquivo
  que nnoo existe):




      echo  | tr '[:upper:]' '[:lower:]'
      tar tf /inexistente
      ls -l /
      date
      cal 1 1999


  O resultado do primeiro dever ser ``''. Os comandos tar e ls devem
  retornar mensagens em Portugus e cal deve mostrar um calendrio de
  janeiro de 1999, com _d_o _s_e _t_e _q_u _q_u _s_e _s no cabealho dos dias da sem-
  ana.

  Na distribuio Debian, certifique-se de ter instalado o pacote
  ``locales'', que pertence ao grupo ``admin''. O nome do arquivo que
  contm o pacote (na verso 2.0 da distribuio)  locales_2.0.7t-1.deb e em
  meu CD est no diretrio debian/main/binary-i386/admin.

  44..22..  PPrroobblleemmaass ccoomm aa lliibbcc 55

  At meados de 1997 todas as distribuies de Linux usavam a mesma
  biblioteca _l_i_b_c, que estava na verso 5, desenvolvida a partir de uma
  verso mais antiga da libc do projeto GNU. Esta biblioteca possuia
  suporte muito limitado  internacionalizao e normalmente nenhum dos
  catlogos de locais era includo na distribuio, ficando o ingls como
  lngua padro.

  A verso 6 da libc do Linux baseia-se na verso 2 da libc do projeto
  GNU. O suporte  internacionalizao foi muito melhorado, alm de incluir
  outros atributos que no interessam para os fins deste HOWTO. Se sua
  distribuio for a Debian verso 2, Red Hat verso 5 ou qualquer outra que
  use a nova libc, ento no h mais nada a fazer alm do descrito na seo
  anterior.

  Mas se voc usa uma distribuio ainda baseada na libc 5 (Slackware,
  Caldera 1.x ou uma verso mais antiga de Debian ou Red Hat)  preciso
  instalar a coleo de locais. No tente copiar a coleo de uma distribuio
  mais recente, pois os formatos dos arquivos so incompatveis. Pegue na
  pgina do Portuguese HOWTO o arquivo locales-pt.tgz. Para instal-lo na
  distribuio Slackware, basta (como usurio rroooott) usar o comando

      installpkg locales-pt.tgz


  e para outras distribuies use o comando

      tar xzf locales-pt.tgz -C /



  Verifique se h dois subdiretrios do /usr/share/locale chamados pt_BR e
  pt_PT. Basta ento configurar a varivel de ambiente LC_ALL, como j
  descrito.


  55..  CCoonnffiigguurraaoo ddoo XX

  Quando o servidor X est ativo, ele coloca o teclado do computador em
  um modo de operao chamado _r_a_w (cru), em oposio ao modo normal, chamado
  _c_o_o_k_e_d (isto mesmo: cozido). No modo raw o sistema operativo no
  processa seqncias acento-letra. O servidor X  uma daquelas raras
  aplicaes que, por dever de ofcio, tem que tratar o teclado ``em baixo
  nvel''.

  O X vem equipado com um utilitrio destinado  configurao do teclado,
  chamado _x_m_o_d_m_a_p, que cumpre uma funo correspondente  do comando
  _l_o_a_d_k_e_y_s, ou seja, l um arquivo de mapa de teclado do X, expecificando
  as equivalncias entre os _k_e_y_c_o_d_e_s e respectivos _k_e_y_s_y_m_b_o_l_s.

  Eis um excerto deste arquivo:

      keycode 47 = ccedilla Ccedilla dead_acute dead_doubleacute
      keycode 48 = masculine ordfeminine dead_circumflex dead_caron
      keycode 49 = backslash bar notsign
      keycode 50 = Shift_L
      keycode 51 = dead_tilde dead_circumflex dead_grave dead_breve


  Observem que, ao contrrio do loadkeys, o xmodmap no possui um diretrio
  padro onde o arquivo  procurado.

  A configurao do X no interfere de forma alguma com a configurao do
  modo de texto.  De facto,  possvel ter o seu X bem configurado, e no
  entanto no ter realizado qualquer tipo de configurao ao modo de texto,
  e vice-versa.  Outro ponto importante de se observar  que os cdigos
  numricos das teclas no X no correspondem aos do console. A tecla
  BBaacckkssppaaccee, por exemplo, tem o nmero 14 no console, e 22 no X (em um
  computador do tipo IBM-PC).

  As verses 3.2 e posteriores do XFree86 permitam definir _d_e_a_d_-_k_e_y_s, mas
  o seu tratamento  responsabilidade da aplicao, conforme visto na
  seo ``Modo texto versus Sistema de Janelas X''. H modos de contornar
  esta limitao e tornar o tratamento de _d_e_a_d_-_k_e_y_s transparente s
  aplicaes, conforme mostrado na seo ``Contornando os limites do X''.

  Dividimos a configurao em duas partes: Uma que deve ser feita antes do
  _l_o_g_i_n do usurio e outra depois.


  55..11..  CCoonnffiigguurraaoo ddoo xxiinniitt

  Junto com este documento so fornecidos vrios mapas de teclado para uso
  no X. Para automatizar o processo de configurao do teclado basta
  copiar o arquivo adequado para o diretrio /usr/X11R6/lib/X11/xinit,
  onde normalmente ficam os arquivos de incio da seo de trabalho no X.
  Na distribuio Slackware esse diretrio  um link simblico para
  /var/X11R6/lib/xinit e na Debian e na Red Hat para /etc/X11/xinit.

  Nas distribuies Slackware e Red Hat, verifique se no referido diretrio
  existe um arquivo chamado .Xmodmap. Se existir, copie o
  Xmodmap.<alguma-coisa>  para ele, ou faa um link.  Normalmente o
  arquivo de configurao xinitrc possui os comandos para carreg-lo
  automaticamente. Veja o seguinte trecho:


      #!/bin/sh
      # $XConsortium: xinitrc.cpp,v 1.4 91/08/22 11:41:34 rws Exp $

      userresources=$HOME/.Xresources
      usermodmap=$HOME/.Xmodmap
      sysresources=/usr/X11R6/lib/X11/xinit/.Xresources
      sysmodmap=/usr/X11R6/lib/X11/xinit/.Xmodmap

      # merge in defaults and keymaps

      if [ -f $sysresources ]; then
          xrdb -merge $sysresources
      fi

      if [ -f $sysmodmap ]; then
          xmodmap $sysmodmap
      fi

  Na distribuio Debian o mapa de teclado padro do X /etc/X11/Xmodmap,
  basta copiar o mapa desejado para aquele arquivo.  Ele ser carregado
  pelo xinitrc, que por sua vez  um link simblico para
  /etc/X11/Xsession, sempre que iniciar a seo de trabalho do usurio.


  55..22..  CCoonnffiigguurraaoo ddoo XXDDMM

  Existe ainda um pequeno problema: no meu computador, por exemplo, o
  sistema carrega diretamente o X ao dar boot e o login  feito pelo X
  Display Manager (xdm). Como o xdm faz o login aanntteess de iniciar a seo
  de trabalho, o mapa de teclado no ser carregado, o que pode criar
  problemas se o usurio usa caracteres como ``['' ou ``]'' em sua senha,
  pois nos teclados ABNT-2 e portugus esses smbolos so gerados por
  teclas cujos cdigos numricos no so os mesmos do teclado americano.

   preciso fazer uma pequena alterao no arquivo de configurao Xsetup_0.
  Esse arquivo deve estar no diretrio /usr/X11R6/lib/X11/xdm, que na
  Slackware  um link simblico para /var/X11R6/lib/xdm e /etc/X11/xdm na
  Debian e -- sujeito a confirmao -- RedHat. Eis o contedo completo
  desse arquivo:

      #!/bin/sh
      #
      # /usr/X11R6/lib/X11/xdm/Xsetup_0
      #

      sysresources=/usr/X11R6/lib/X11/xinit/.Xresources
      sysmodmap=/usr/X11R6/lib/X11/xinit/.Xmodmap

      # merge in defaults and keymaps

      if [ -r $sysresources ]; then
          xrdb -merge $sysresources
      fi

      if [ -r $sysmodmap ]; then
          xmodmap $sysmodmap
      fi

      xconsole -geometry 480x130-0-0 -daemon -notify -verbose -exitOnFail



  A distribuio Debian tem um Xsetup_0 um pouco diferente, em
  /etc/X11/xdm/Xsetup_0, mas basta acrescentar-lhe o seguinte:


      sysmodmap=/etc/X11/Xmodmap
      sysresources=/etc/X11/Xresources

      if [ -f $sysresources ]; then
        xrdb -merge $sysresources
      fi

      if [ -f $sysmodmap ]; then
        xmodmap $sysmodmap
      fi



  Se no seu computador o login do usurio tambm for feito sempre via xdm,
  no necessrio mexer no xinitrc, como mostrado na seo anterior, j que o
  mapa de teclado ser carregado antes do incio na seo do usurio.


  55..33..  CCoommppoossee

  Uma das coisas mais importantes a definir quando vamos utilizar
  acentuao por meio de _d_e_a_d_-_k_e_y_s  o conjunto de _r_e_g_r_a_s _d_e _c_o_m_p_o_s_i_o.
  Essas regras determinam, por exemplo que a composio do caracter '' com
  a letra ee gerar um .

  Ao contrrio do console, no qual podemos definir as regras de composio
  no prprio mapa de teclado, no X essas regras so colocadas no arquivo
  /usr/X11R6/lib/X11/locale/???/Compose, onde ???  a codificao em uso
  (no nosso caso, iso8859-1).

  Para facilitar o uso dos mapas para teclados que no tm o c-cedilhado,
  como o US+ (veja adiante)  conveniente definirmos uma nova regra de
  composio, permitindo que o  seja gerado pela seqncia 'C. Se no
  fizermos isso, seremos obrigados a digitar <dead_cedilla-C>, sedo o
  _d_e_a_d___c_e_d_i_l_l_a produzido pela combinao AltGR-=, o que no  nada
  confortvel. Alm disso, no teclado americano somos obrigados a usar as
  aspas duplas para gerar o trema.

  O arquivo Compose fornecido foi feito procurando imitar ao mximo o
  comportamento do console e possui as seguintes facilidades para gerao
  de caracteres:

  +o  C-cedilha: tecla  ou seqncia <acento-agudo>-C

  +o  Apstrofo: tecla ' ou seqncias <acento-agudo>-<acento-agudo> e
     <acento-agudo>-<espao>

  +o  Acento grave: seqncias <acento-grave>-<acento-grave> e <acento-
     grave>-<espao>

  +o  Aspas: tecla " ou seqncia <trema>-<trema>

  +o  Trema: seqncia <trema>-<espao>

  +o  Til: seqncias <til>-<espao> e <til>-<til>

  +o  Circumflexo: seqncias <circumflexo>-<espao> e
     <circumflexo>-<circumflexo>

  Para incluirmos as novas regras, basta aplicar uma alterao  definio
  original. O arquivo Compose.patch pode ser obtido via WWW na pgina do
  Portuguese HOWTO. Para aplicar a atualizao, copie-o para o diretrio
  /usr/X11R6/lib/X11/locale/iso8859-1/, faa uma cpia de reserva do
  Compose original e invoque o utilitrio _p_a_t_c_h:

      cp -p Compose Compose.backup
      patch < Compose.patch



  Caso voc prefira no aplicar o ``patch'', um arquivo Compose pronto
  tambm  fornecido. Lembre-se de fazer cpia do original aanntteess de
  substitu-lo!

  55..44..  LLooccaallee

  Para os usurios brasileiros, pode haver mais uma alterao a fazer no X.
  Conforme vimos na seo ``Biblioteca libc'', uma varivel de ambiente
  (LANG ou LC_ALL) configura o suporte internacional existente na
  biblioteca de funes padro do sistema (_l_i_b_c). A biblioteca de funes do
  X (_X_l_i_b) usa a varivel LANG para identificar a lngua em uso mas at a
  reviso 6.3, na qual  baseado o XFree86, no era includa a combinao
  ``pt_BR'', correspondente a Portugus/Brasil. Como resultado, cada vez
  que executarmos um aplicativo X com LC_ALL definido como ``pt_BR'' ele
  emitir a mensagem ``Warning: locale not supported by Xlib, locale set
  to C''.

  Para incluir o local pt_BR no X11R6.3 basta alterar trs arquivos
  existentes no diretrio /usr/X11R6/lib/X11/locale. Pegue o arquivo
  Xlocale.patch via WWW na pgina do Portuguese HOWTO. Para aplicar a
  atualizao, copie-o para o diretrio /usr/X11R6/lib/X11/locale, faa uma
  cpia de reserva dos arquivos a serem alterados e invoque o utilitrio
  _p_a_t_c_h:

      cp -p compose.dir compose.dir.backup
      cp -p locale.alias locale.alias.backup
      cp -p locale.dir locale.dir.backup
      patch < Xlocale.patch



  Caso voc prefira no aplicar o ``patch'', arquivos prontos tambm so
  fornecidos. Lembre-se de fazer cpias dos originais aanntteess de substitu-
  los!

  Em setembro de 1998 o fix-2 da reviso 6.4 do X Window System incluiu
  oficialmente o suporte ao local pt_BR. Infelizmente neste mesmo fix-2
  foi introduzida uma falha em uma das funes de tratamento de _i_n_p_u_t
  _c_o_n_t_e_x_t_s da Xlib que provoca violaes de acesso  memria. Uma das
  aplicaes afetadas  o processador de textos LyX. Uma correo
  provavelmente ser includa no fix-4. O X11R6.4 dever ser a base para a
  verso 4 do XFree86.


  55..55..  GGeerraaoo ddee mmaappaass ccoomm oo XXKKeeyyCCaappss

  O programa XKeyCaps, criado por Jamie Zawinski  uma interface grfica
  para o xmodmap, que mostra na tela o desenho de um teclado e permite
  modificar interativamente os smbolos gerados por cada tecla e gerar
  automaticamente o arquivo .Xmodmap correspondente.

  Ele pode ser obtido via WWW em  <http://www.jwz.org/xkeycaps/> e, a
  partir da verso 2.43, j incoropra tambm suporte para o desenho
  brasileiro (ABNT2), uma contribuio de Andre Gerhard.


  55..66..  CCoonnttoorrnnaannddoo ooss lliimmiitteess ddoo XX

  Conforme foi explicado na seo ``Modo texto versus Sistema de Janelas
  X'', o tratamento de acentos deve ser feito pela aplicao, mas ainda h
  muitos programas que no levam isto em considerao, tais como Netscape
  Navigator/Communicator e Nedit. Como no  possvel modificar muitos
  deles,  preciso encontrar outro tipo de soluo.


  55..66..11..  AAlltteerraaoo ddaa bbiibblliiootteeccaa XXlliibb

  Linux, assim como a maioria dos sistemas operacionais modernos, usa um
  sistema de vnculo de programas a bibliotecas de funes chamado ``ligao
  dinmica'' (_d_y_n_a_m_i_c _b_i_n_d_i_n_g). Deste modo, podemos modificar o
  comportamento de um programa alterando uma dessas bibliotecas. Maiores
  informaes sobre este tema pode ser obtida nos manuais do Linux com os
  comandos

      man ld.so
      man ldconfig
      man ldd
      man dlopen


  Thomas Quinot criou uma alterao para a biblioteca de funes do X (_X_l_i_b)
  introduzindo o tratamento de acentos na funo XXLLooookkuuppSSttrriinngg, Tudo que
  se tem a fazer  substituir o arquivo contendo esta biblioteca por
  outro, que pode ser obtido via internet no endereo


       <http://web.fdn.fr/~tquinot/dead-keys.en.html>


  Existem duas verses do arquivo, uma para sistemas onde as bibliotecas
  do X suportam o uso seguro de _t_h_r_e_a_d_s (Debian 2.x, Red Hat 5.x, etc.)
  e outra para os sistemas que no possuem tal atributo (Slackware,
  Caldera 1.x). Se voc no sabe o que so threads no se preocupe com isso,
  mas saiba que eles permitem criar um programa capaz de se dividir em
  sub-processos que rodam concorrentemente em um computador. Para
  analisar sua _X_l_i_b rode o seguinte comando:


       nm --dynamic /usr/X11R6/lib/libXext.so.6|grep _Xglobal_lock


  Se aparecer ``U _Xglobal_lock'' seu sistema suporta threads e o
  arquivo a obter  libX11-XF3.3.1-TS.tar.gz. Se no aparecer, seu sistema
  no suporta threads e o arquivo a obter  libX11-XF3.3.1.tar.gz. Tendo
  obtido o arquivo, copie-o para um diretrio temporrio e extraia seu
  contedo.  Mova o arquivo /usr/X11R6/libX11.so.6.1 para outro diretrio,
  para preserv-lo. No  suficiente renome-lo! Remova-o para um diretrio
  cujo nome nnoo esteja contido no arquivo /etc/ld.so.conf. Depois, mova o
  novo arquivo para o lugar do antigo e rode o programa _l_d_c_o_n_f_i_g (isto
  deve ser feito pelo usurio rroooott):

      cp libX11-XF3.3.1-TS.tar.gz /tmp
      cd /tmp
      tar xzf libX11-XF3.3.1-TS.tar.gz
      mkdir /usr/X11R6/oldlib
      mv /usr/X11R6/lib/libX11.so.6.1 /usr/X11R6/oldlib
      mv libX11.so.6.1 /usr/X11R6/lib
      chown root:root /usr/X11R6/lib/libX11.so.6.1
      chmod 755 /usr/X11R6/lib/libX11.so.6.1
      /sbin/ldconfig



   aconselhvel que a operao seja realizada quando nenhuma aplicao X
  estiver rodando. A seguir, edite o arquivo de configurao do servidor
  X, chamado XF86Config. Este arquivo fica no diretrio /etc (Slackware)
  ou /etc/X11 (Debian, Red Hat). Procure a seo ``Keyboard'' e inclua a
  opo ``XkbDisable'', conforme mostrado a seguir:

      Section "Keyboard"
         Protocol        "Standard"
         XkbDisable
      EndSection



  A opo XkbDisable inabilita a extenso XKEYBOARD do servidor X, o que
  neste caso serve para sinalizar  funo XXLLooookkuuppSSttrriinngg que ela deve
  tratar os acentos. Se quisermos voltar ao comportamento normal, basta
  retirar a opo do XF86Config.

  Configure o mapa de teclado do X conforme explicado nas sees
  anteriores deste documento. Para testar o resultado, rode o programa
  _x_e_d_i_t e digite alguns caracteres acentuados.


  55..66..22..  AAlltteerraaoo nnoo kkeerrnneell ddoo LLiinnuuxx


       Esta seo  baseada em contribuio enviada por Bruno Barberi
       Gnecco e na documentao do diacrd. Podem haver ainda alguns
       erros e se algum os detectar, por favor avise-me.


  Seguindo a regra geral do mundo *nix, existe sempre mais de um modo se
  resolver o mesmo problema. Conforme vimos anteriormente, existem dois
  modos de operao do teclado, chamados _r_a_w e _c_o_o_k_e_d. Estes modos de
  operao podem ser mudados com o programa kkbbdd__mmooddee, integrante do pacote
  kbd, o que no  recomendvel fazer a no ser para restaurar o estado do
  console aps um desastre com o servidor X, por exemplo. No modo raw o
  kernel no processa os diacrticos (acentos).

  Cedric Adjih criou uma alterao para o kernel que permitia tratar os
  acentos mesmo em modo raw, inicialmente voltada para o teclado de
  desenho francs.  Enas Queiroz, Andr D. Balsa e Claudemir Todo Bom
  fizeram melhorias e o adaptaram para os teclados internacional,
  portugus e ABNT. O tratemanto de acentos  feito parte pelo kernel,
  parte por um processo que roda em retaguarda (_d_a_e_m_o_n) chamado ddiiaaccrrdd,
  conforme descrito a seguir:

  +o  Uma modificao no kernel faz que todos os dados lidos do teclado
     sejam redirecionados para um dispositivo especial do sistema
     chamado /dev/rawkbd quando o teclado estiver em modo _r_a_w.

  +o  Os dados que o kernel grava no /dev/rawkbd so lidos pelo programa
     diacrd, que processa as seqncias acento-letra e reescreve no
     /dev/rawkbd os caracteres acentuados na forma de cdigos de
     varredura (_s_c_a_n_c_o_d_e_s) que normalmente no existem no teclado.

  +o  O kernel l no /dev/rawkbd os cdigos gravados pelo diacrd e os passa
     aplicao, que no caso  o servidor X.

  +o  O servidor X mapeia os cdigos de varredura para caracteres. Um mapa
     de teclado especial permite ento gerar as letras acentuadas.

  O diacrd pode ser obtido via FTP annimo no endereo

       <ftp://metalab.unc.edu/pub/Linux/system/keyboards>


  H verses diferentes, de acordo com o tipo de teclado e, pelo menos por
  enquanto, no se pode reconfigur-lo sem recompilar. Para fazer a insta-
  lao, de acordo com o arquivo ``README'', deve-se fazer o seguinte
  (pelo usurio rroooott):

  +o  Obtenha o arquivo -.tar.gz correspondente a seu teclado. Extraia
     seu contedo, o que dever criar um diretrio chamado diacrd-<verso>.

  +o  Edite o arquivo diacrd.c e remova os comentrios desejados, de
     acordo com suas preferncias. Pode-se incluir capacidade de rodar o
     programa xxmmooddmmaapp e ejetar o CD-ROM sob controle do pressionamento
     de uma combinao de teclas.

  +o  Aplique a modificao no kernel. Para isto, execute o comando
     ``make patch-usr-src''.

  +o  Crie o dispositivo /dev/rawkbd executando o comando
     ``make rawkbd''.

  +o  Compile o diacrd e instale-o executando os comandos ``make'' e
     ``make install''.

  +o  Compile e instale o kernel, com os comandos

         cd /usr/src/linux
         make config
         make zlilo


  Para maiores informaes sobre compilao/instalao do kernel, leia o Ker-
  nel-HOWTO, disponvel via Internet nos repositrios do LDP mencionados
  na seo ``Onde encontrar a verso mais atual''.

  +o  D um ``reboot'' no computador. Verifique se o suporte ao
     dispositivo rawkbd foi instalado com sucesso com o comando

         dmesg | grep RAWKBD


  Deve aparecer

      RAWKBD interface for diacriticals translation enabled...


  e teste o dispositivo /dev/rawkbd com o comando

      printf "### TESTANDO ###" >> /dev/rawkbd


  Veja na seo ``Configurao do console'' como carregar um mapa com
  suporte  acentuao. O pacote diacrd vem com um arquivo chamada
  usintl.map, que corresponde ao nosso us+.map. Se seu teclado no for do
  tipo americano, use o pt.map ou abnt-2.map.

  +o  Substitua o arquivo /usr/X11R6/lib/X11/xkb/keycodes/xfree86 pelo
     arquivo fornecido junto com o diacrd.

  +o  Se tudo correr bem, rode o programa ddiiaaccrrdd. Depois ative o X e use
     o xxmmooddmmaapp para carregar o mapa xmodmap.diacrd.

  Se a gerao de acentos funcionar,  preciso tornar permanentes as
  alteraes necessrias. Pode-se faz-lo incluindo a carga do diacrd no
  arquivo /etc/rc.d/rc.local (Slackware).

       Se algum dos leitores tiver criado um script de ativao do
       diacrd para a distribuio Debian ou Red Hat, por favor envie-
       o para que seja includo aqui.


  Mais informaes sobre o diacrd podem ser encontradas no ``Dead keys
  Mini-HOWTO'' de Claudemir Todo Bom, disponvel em  <http://linux.uni-
  camp.br/docs/diversos/deadkeys.html>.


  55..66..33..  CCoommppaarraaoo eennttrree aass dduuaass ssoolluueess

  Em termos de resultados prticos, a Xlib modificada e o diacrd so
  equivalentes. H porm algumas diferenas entre as duas solues que
  merecem ateno.

  Diacrd exige uma alterao no kernel do Linux para resolver um problema
  que o kernel j resolve, o que no deixa de parecer um tanto redundante.
  A dependncia de um processo de usurio (o _d_a_e_m_o_n kerneld)  uma
  desvantagem, pois se esse programa deixar de funcionar perde-se o
  suporte acentuao no X. Trata-se de uma soluo ainda em desenvolvimento
  e, segundo o contedo da documentao que o acompanha, o ideal seria que
  todo o tratamento fosse feito pelo kernel, sem depender de outro
  programa.
  At o momento da publicao deste HOWTO, o diacrd ainda no era compatvel
  com a verso 2.2 do kernel do Linux.

  A soluo via Xlib , pelo menos em teoria, totalmente transparente s
  aplicaes e permite reconfigurao em tempo de execuo, bastando alterar o
  mapa de teclado do X e as regras de composio. J o diacrd precisa ser
  recompilado se quisermos trocar o tipo de teclado, mas  possvel que
  novas verses incorporem algum recurso de reconfigurao.

  O diacrd s funciona no teclado do prprio computador. Se quisermos usar
  um _d_i_s_p_l_a_y remoto, seja um terminal X, seja um outro computador, no
  teremos suporte  acentuao. A troca da Xlib, por outro lado, enquadra-
  se plenamente na filosofia do X de que o servidor prov _m_e_c_a_n_i_s_m_o,
  deixando a cargo da aplicao a definio de _p_o_l_t_i_c_a_s. Exemplo da vantagem
  deste paradigma poder usar as tcnicas descritas na seo ``Configurao do
  X'' em outros sistemas operativos e com terminais X.

  A soluo via Xlib parece-me mais ``limpa'' e  minha predileta, mas,
  como sempre, fica a critrio do usurio ou do administrador do sistema
  qual alternativa escolher. De qualquer modo, sempre  bom lembrar qua
  ambas as solues so remendos. Considerando-se a rpida evoluo que est a
  ocorrer no campo do software livre, com o desenvolvimendo de ambientes
  de trabalho como KDE, GNOME e GNUStep, podemos supor que em breve
  nenhum desses remendos ser mais necessrio.


  66..  CCoonnffiigguurraaoo ddooss vvrriiooss pprrooggrraammaass


  66..11..  AApplliiccaattiivvooss

  A maioria das aplicaes que rodam no Unix usa algum tipo de arquivo de
  configurao que o usurio coloca em seu diretrio de trabalho (home) e
  cujo nome normalmente  .alguma-coisarc. Tanto quanto possvel, tentei
  evitar que isso fosse necessrio, pois alm de dar mais trabalho ao
  usurio (e ao administrador da rede ;-) pode dificultar um pouco as
  coisas. Por exemplo, aqui no CPMet temos o diretrio _h_o_m_e compartilhado
  entre um servidor Alpha rodando DEC UNIX com os PCs rodando Linux via
  NFS (at a maior parte do Linux est instalada no Alpha, os PCs s tm a
  partio raiz e uma rea de swap). Os arquivos podem necessitar algum
  ajuste dependendo da plataforma e nem todos os programas possuem
  flexibilidade bastante para isso.

  Uma opo que muitos programas tambm oferecem  especificar em uma
  varivel de ambiente o nome do arquivo de configurao ou o uso de
  arquivos padro que normalmente ficam em um diretrio /usr/lib/alguma-
  coisa ou /etc/alguma-coisa.


  66..11..11..  BBaasshh ((bbiibblliiootteeccaa GGNNUU rreeaaddlliinnee))

  Os programas que utilizam a biblioteca GNU readline para ler a linha
  de comando procuram por um arquivo chamado .inputrc no diretrio
  ``HOME'' do usurio caso no exista uma varivel de ambiente INPUTRC
  contendo o caminho para um arquivo de configurao.

  Coloque uma linha no seu arquivo /etc/profile contendo

      INPUTRC="/etc/inputrc"
      export INPUTRC


  e crie um arquivo /etc/inputrc contendo



      set meta-flag on
      set convert-meta off
      set output-meta on


  Outra alternativa  criar um arquivo .inputrc no diretrio _h_o_m_e do usu-
  rio com o contedo acima, mas  muito difcil manter atualizados os
  arquivos de todos os usurios, principalmente quando eles so muitos.
  Um inputrc mais completo pode ser obtido via WWW na pgina do Por-
  tuguese HOWTO. Ele contm opes para vrios tipos de terminal e permite
  usar as teclas de movimento de cursor para percorrer o histrico de
  comandos (setas para cima e para baixo); ir para o primeiro e para o
  ltimo comandos do histrico (teclas PageUp e PageDown); posicionar o
  cursor na linha (setas para a esquerda e direita) e posicionar o cur-
  sor no incio e no fim da linha (teclas Home e End).

  Para maiores informaes leia os manuais do bbaasshh e da biblioteca
  rreeaaddlliinnee com os comandos

      man bash
      man readline




  66..11..22..  EEmmaaccss

  O pai de todos os editores pode ser configurado criando-se um arquivo
  chamado .emacs no diretrio do usurio, contendo as seguintes linhas:

      (set-input-mode nil nil 1)
      (standard-display-european t)
      (require 'iso-syntax)



  Para tornar esta configurao global, na distribuio Slackware coloque os
  comandos no arquivo /usr/lib/emacs/site-lisp/site-start.el. Na
  distribuio Debian o emacs executa todos os scripts contidos no
  diretrio /etc/emacs/site-start.d ao ser carregado. Tudo que se tem a
  fazer  colocar esses comandos em um arquivo chamado, por exemplo,
  01portugues-emacs.el.

  Se o estimado leitor, assim como eu, no se agrada do tratamento dado
  pelo Emacs s teclas de _D_e_l_e_t_e, _H_o_m_e e _E_n_d, aproveite a oportunidade e
  acrescente ao mesmo arquivo o seguinte:

      (global-unset-key [backspace] )
      (global-set-key [backspace] 'delete-backward-char)
      (global-unset-key [delete] )
      (global-set-key [delete] 'delete-char)
      (define-key global-map [home] 'beginning-of-line)
      (define-key global-map [C-home] 'beginning-of-buffer)
      (define-key global-map [end] 'end-of-line)
      (define-key global-map [C-end] 'end-of-buffer)



  Arquivos de configurao prontos podem ser obtidos via WWW na pgina do
  Portuguese HOWTO. Para Slackware, h um site-start-emacs.el, que deve
  ser copiado para o diretrio /usr/lib/emacs/site-lisp com o nome de
  site-start.el. Para Debian, h um 01portugues-emacs.el que deve ser
  copiado para o diretrio /etc/emacs/site-start.d.

  Certifique-se de estar usando a verso 24-out-1998 ou mais recente do
  arquivo de mapa de teclado para o X, pois ela possui uma correo no
  tratamento das teclas modificadoras Alt e Meta, que so muito usadas
  pelo Emacs.


  66..11..33..  fflleexx

  Especifique a opo --88 se o _p_a_r_s_e_r a gerar necessitar de ler dados de 8
  bit.


  66..11..44..  FFoorrttuunnee

  Fortune  aquele programa que toda vez que  invocado apresenta uma
  pequena mensagem, geralmente bem humorada. Ele  inspirado nos
  biscoitos da fortuna chineses (em ingls _f_o_r_t_u_n_e _c_o_o_k_i_e_s, da o nome).
  Eis algumas mensagens tpicas:

      dROGA!!oNDE ESTA O cAPSLOCK??

      Mouse no encontrado, bater no gato? (S/N)

      Que fio  ess<=V++088.../NO CARRIER

      Quem ri por ltimo est conectado a 2400Bit/s.


  Tudo que o programa faz  escolher aleatoriamente uma mensagem em um
  repositrio mantido no diretrio /usr/games/fortunes (Slackware) ou
  /usr/share/games/fortunes (Debian). Neste diretrio existem diversos
  arquivos com as ``fortunas'' e um arquivo ndice para cada um deles,
  que possui a extenso .dat. O formato dos arquivos  muito simples: cada
  fortuna  composta de uma srie de linhas de texto. As fortunas so sepa-
  radas umas das outras por linhas contendo apenas um caracter %%. Veja o
  trecho a seguir:

      O que so quatro pontos na parede? Four migas. Ugh!
      %
      Errar  humano, botar a culpa no computador  mais humano ainda.
      %
      A ela me disse: Ou eu ou o modem! Sinto muitas saudades dela...


  Tudo que temos a fazer  criar um arquivo com as fortunas chamado, dig-
  amos fortunes com o formato descrito acima. Depois basta usar o pro-
  grama strfile para gerar o ndice:

      strfile fortunes


  e um arquivo chamado fortunes.dat ser criado. Claro que se quisermos
  que o fortune mostre apenas mensagens em Portugus, teremos que remover
  os arquivos existentes no diretrio original. Sugiro simplesmente
  renome-lo para fortunes-en (de _E_nglish) e criar outro vazio.  Eu
  coletei algumas fortunas e as coloquei no arquivo fortunes-pt.tar.gz
  que pode ser obtido via WWW na pgina do Portuguese HOWTO. No esquea de
  colocar no seu /etc/profile algumas linhas contendo uma chamada ao
  fortune, por exemplo

      if [ -x /usr/games/fortune -a ! -e $HOME/.hushlogin ]; then
         echo
         /usr/games/fortune
         echo
      fi



  Uma ltima informao: se o nome de um arquivo termina com o sufixo -o o
  fortune s o consulta se for chamado com a opo -o. Esses arquivos so os
  que contm mensagens cujo contedo pode ser considerado ofensivo por
  algumas pessoas, tais como

      S no mando a sogra pro inferno, com pena do Diabo.


  Claro que existem coisas muito mais ofensivas por a, mas este  um
  Linux HOWTO e no queremos realmente ofender ningum, certo?


  66..11..55..  IIssppeellll

  Dicionrios para o Portugus de Portugal podem ser obtidos via WWW na
  pgina do _P_r_o_j_e_c_t_o _N_a_t_u_r_a em
  <http://www.di.uminho.pt/~jj/pln/pln.html>. Para o Brasil, h uma verso
  compilada pelo Ueda: <http://www.ime.usp.br/~ueda/>.


       Eu gostaria de poder colocar maiores informaes, mas ainda no
       tenho conhecimento suficiente sobre o Ispell e no posso
       ensinar o que no sei. Preciso de ajuda aqui.



  66..11..66..  JJDDKK ((iinncclluuii IICCQQJJaavvaa))


       Esta informao  baseada em uma mensagem da qual guardei o
       contedo mas no o remetente. Peo desculpas e espero que per-
       doe a falha. No testei pessoalmente a informao e peo que me
       escrevam confirmando tanto a correo quanto, se possvel, a
       identidade do autor.


  O JDK utiliza fontes padro que no suportam acentos. Isto quer dizer
  que letras com acentos so ignoradas e, geralmente, confundem o resto
  do texto.  Resolver isto  extremamente fcil:

  +o  entre no diretrio jdk1.1.5/lib (no meu caso, /jdk1.1.5/lib);

  +o  copie o arquivo font.properties.hu sobrescrevendo o font.properties
     atual (lembre-se de fazer backups!);

  +o  entre no jdk e divirta-se! Fazendo isto, seu ICQ e todos os
     aplicativos que usem o jdk estaro aptos a lerem acentos! (fcil,
     no?)


  66..11..77..  JJooee

  Invoque o joe com a opo -asis na linha de comando ou altere os
  arquivos de configurao para ativar tal opo. Na Slackware eles esto no
  diretrio /usr/lib/joe. Tudo que se tem a fazer  remover o espao em
  branco existente no incio de cada linha. Outra alternativa acrescentar
  a seguinte linha ao arquivo /etc/profile:

      alias joe='joe -asis'



  Joe pode emular os editores Pico, emacs e WordStar. Um arquivo _j_o_e_r_c
  est disponvel via WWW na pgina do Portuguese HOWTO, contendo
  configuraes que permitem usar as teclas _H_o_m_e e _E_n_d para movimentar o
  cursor para o incio e fim da linha.
  66..11..88..  LLeessss

  Coloque as seguintes linhas no seu arquivo /etc/profile:

      LESS="-MM -i"
      LESSCHARSET="latin1"
      LESSKEY="/etc/lesskey"
      LESSOPEN='|lesspipe.sh "%s"'
      export LESS LESSCHARSET LESSKEY LESSOPEN


  LESSKEY informa o nome de um arquivo contendo uma tabela de seqncias
  de caracteres geradas por cada tecla e as aes a serem tomadas pelo
  less.  Para criar o arquivo /etc/lesskey, crie primeiro o arquivo
  /etc/lesskey.in contendo as seguintes linhas:

      # Termianl ANSI (console do Linux, XTerm, etc)
      \e[1~      goto-line
      \e[4~      goto-end
      \e[5~      back-screen
      \e[6~      forw-screen
      \e[7~      goto-line
      \e[8~      goto-end
      \e[A       back-line
      \e[B       forw-line
      # XTerm
      \eOH       goto-line
      \eOF       goto-end
      \e[H       goto-line
      \e[F       goto-end
      # Console Sun (testado com teclados Type 4/5)
      \e[214z    goto-line
      \e[220z    goto-end
      \e[216z    back-screen
      \e[222z    forw-screen
      # Arquivo seguinte/anterior
      :n  next-file
      :N  next-file
      :p  prev-file


  Depois ``compile-o'' usando o comando

      # lesskey -o /etc/lesskey /etc/lesskey.in


  Crie o arquivo /usr/bin/lesspipe.sh contendo



















      #!/bin/sh
      # This is a preprocessor for 'less'.  It is used when this environment
      # variable is set:   LESSOPEN="|lesspipe.sh %s"

      case "$1" in
        *.rpm) rpm -qilp "$1" 2>/dev/null ;;
        *.tar) tar tvvf "$1" 2>/dev/null ;;
        *.tgz | *.tar.gz | *.taz | *.tar.Z | *.tar.z)
          tar tzvvf "$1" 2>/dev/null ;;
        *.tbz2 | *.tar.bz2)
          bzip2 -dc "$1" | tar tvvf - 2>/dev/null ;;
        *.Z) gzip -dc "$1"  2>/dev/null ;;
        *.z) gzip -dc "$1"  2>/dev/null ;;
        *.[1-9].gz | *.n.gz | *.man.gz)
          FILE=`file -Lz "$1" | cut -d ' ' -f 2`
          if [ "$FILE" = "troff" ]; then
            gzip -dc "$1" | groff -s -p -t -e -Tlatin1 -mandoc
          fi ;;
        *.gz) gzip -dc "$1"  2>/dev/null ;;
        *.zip) unzip -l "$1" 2>/dev/null ;;
        *.[1-9] | *.n | *.man)
          FILE=`file -L "$1" | cut -d ' ' -f 2`
          if [ "$FILE" = "troff" ]; then
            groff -s -p -t -e -Tlatin1 -mandoc "$1"
          fi ;;
      esac


  No esquea de torn-lo executvel:

      chmod 755 /usr/bin/lesspipe.sh



  Na distribuio Debian j existe um script /usr/bin/lesspipe (note a
  ausncia da extenso .sh). Para os curiosos a respeito da referncia a
  ``*.rpm'', embora na mquina em questo se use Slackware,  possvel ter o
  utilitrio RPM instalado tambm, o que facilita tomar ``emprestados''
  pacotes do Red Hat, Caldera e S.u.S.E.. Existe um _R_P_M_+_S_l_a_c_k_w_a_r_e _M_i_n_i_-
  _H_O_W_T_O que explica como fazer isso.


  66..11..99..  llss

  Acrescente a seguinte linha ao arquivo /etc/profile :

      alias ls="ls -N"


  ou

      alias ls="ls -b"


  Se a sua distribuio de Linux usa o GNU ls (todas as que eu conheo
  usam) basta acrescentar ao arquivo /etc/profile ou .profile as
  seguintes linhas:









      # -----------------------------------------
      # Set up the color-ls environment variables
      # -----------------------------------------
      if [   "$SHELL" = "/bin/bash" -o \
             "$SHELL" = "/bin/sh" ]; then
         eval `dircolors -b`
      elif [ "$SHELL" = "/bin/zsh" ]; then
         eval `dircolors -z`
      elif [ "$SHELL" = "/bin/ash" ]; then
         eval `dircolors -s`
      elif [ "$SHELL" = "/bin/ksh" -o \
             "$SHELL" = "/bin/pdksh" ]; then
         eval `dircolors -k`
      elif [ "$SHELL" = "/bin/csh" -o \
             "$SHELL" = "/bin/tcsh" ]; then
         eval `dircolors -c`
      else
         eval `dircolors -b`
      fi


  Se o seu shell  o csh ou tcsh, acrescente a seguinte linha ao arquivo
  /etc/csh.login ou ~/.login:

      alias ls 'ls --color'




  66..11..1100..  LLyyXX

  Para aqueles que acham trabalhoso escrever documentos para o LaTeX
  usando um simples editor de texto (e realmente ) LyX  uma excelente
  opo.  Este programa cria uma interface grfica atravs da qual editamos
  os documentos que sero depois formatados pelo LaTeX. O ambiente
  quase-WYSIWYG (What You See Is What You Get - O que tu vs  o que tu
  obtns). LyX no roda apenas em Linux, mas em qualquer Unix. Maiores
  informaes podem ser obtidas em


       <http://www.lyx.org>


  A partir da verso 1.0.1 do LyX j tem a interface com o usurio em
  Portugus, traduzida por Pedro Krger, que tambm est traduzindo os
  manuais, junto com Roberto Mello. Estas tradues j fazem parte da
  distribuio oficial do LyX.

  Tendo o LyX instalado,  muito fcil criar documentos com acentuao em
  Portugus. Seguindo as seguintes regras:


  +o  Se o teclado foi configurado para ter _d_e_a_d _k_e_y_s usando um dos mapas
     aqui fornecidos, no  necessrio fazer mais nada. Basta digitar o
     texto normalmente usando as seqncias de acentuao. A nica exceo o c-
     cedilha que no pode ser gerado usando a seqncia 'c, pois o LyX gera
     um c com acento. Temos que usar a seqncia Compose-vrgula-c.

  +o  Se o teclado nnoo foi configurado para ter _d_e_a_d _k_e_y_s ainda assim
     possvel acentuar no LyX. Selecione o _m_e_n_u Options/Keyboard. Na
     caixa de dilogo ``Key Mappings'', selecione no tem Language/Primary
     a opo ``American''.  Com isto o LyX far a composio dos caracteres
     acentuados usando regras semelhantes s das _d_e_a_d _k_e_y_s.

  +o  A vrgula ser tratada como cedilha. Para obter um `'digite ,C e para
     obter uma vrgula digite ,,. Cuidado! A seqncia ,<espao> gerar uma
     cedilha isolada e no uma vrgula!

  +o  ~ ^ ' e ` sero tratados como acentos. Vale a mesma regra anterior:
     para obter apenas o acento, pressione a tecla duas vezes
     consecutivas.

  +o  : ; . / ? e - tambm sero tratados como acentos. ?a gerar um `aa' e
     assim por diante.

  Para o LyX imprimir corretamente,  necessrio que, ao criar um novo
  documento, sejam selecionados a lngua e a codificao de caracteres
  adequadas. Crie um documento selecionando o _m_e_n_u File/New.  Depois
  selecione o _m_e_n_u Layout/Document. Na caixa de dilogo ``Document
  Layout'' selecione no tem Language a opo ``brazil'' ou ``portuges''
  (sem o _u mesmo); no tem Encoding selecione ``latin1''.

  Veja a observao sobre o pacote _a_l_g_o_r_i_t_h_m na seo ``TeX e LaTeX''

  Uma observao final sobre o LyX: a verso atual (1.0.x) utiliza a
  biblioteca XForms para construir a interface com o usurio. Como essa
  biblioteca no tem suporte para acentuao, no  possvel digitar letras
  acentuadas nas caixas de dilogo, somente no corpo do documento
  editado. Segundo os desenvolvedores, nas novas verses do LyX ser
  possvel escolher o tipo de interface ao compilar o programa, o que
  permitir o uso de _t_o_o_l_k_i_t_s mais flexveis. J existe uma verso de LyX
  portada para o toolkit Qt, usado no KDE, chamada KLyX. Os autores so
  Matthias Ettrich -- autor original do LyX -- e Kalle Dalheimer. Para
  maiores informaes, consulte via WWW:  <http://www-pu.informatik.uni-
  tuebingen.de/users/ettrich/>.


  66..11..1111..  MMaann,, ggrrooffff,, ttrrooffff

  Pode-se usar a opo de linha de comando -Tlatin1 para o groff, mas
  mais simples colocar uma linha no seu arquivo /etc/profile contendo

      GROFF_TYPESETTER="latin1"
      export GROFF_TYPESETTER


  Para maiores informaes leia o manual do groff com o comando

      man groff



  No Linux, o comando _m_a_n usa o _g_r_o_f_f para formatar os manuais e deve
  ser configurado para usar o conjunto Latin 1, ou no ser possvel
  formatar satisfatoriamente manuais que contenham caracteres no
  pertencentes ao conjunto ASCII, como  o caso do ``man iso_8859_1''. Na
  distribuio Slackware,  preciso editar o arquivo /usr/lib/man.config e
  alterar as definies NROFF e NEQN, trocando a opo ``-Tascii'' para
  ``-Tlatin1'':

      NROFF           /usr/bin/groff -Tlatin1 -mandoc
      NEQN            /usr/bin/geqn -Tlatin1


  ou, se usarmos a varivel de ambiente GROFF_TYPESETTER, podemos sim-
  plesmente eliminar a opo -Tascii. Na distribuio Debian no  necessrio
  fazer nenhuma configurao para o man, bastando configurar GROFF_TYPE-
  SETTER e na Red Hat (incluindo Conectiva) o arquivo  /etc/man.config

  Groff tambm pode ser configurado para fazer a separao silbica em
  portugus, o que  muito til se tivermos pginas de manual em Portugus.
  Isto  bastante simples, porque quando James Clarck ps suporte a
  hifenizao no groff ele usou o mesmo algoritmo de hifenizao do TeX.
  Para ter hifenizao em portugus, basta copiar o arquivo de regras do
  TeX e fazer o groff us-lo. O arquivo hyphen.pt pode ser obtido junto
  com os demais na pgina do HOWTO. Trata-se do arquivo pt8hyph.tex (ver
  seo ``TeX e LaTeX'') ao qual foi adicionado apenas um comentrio.

  Ele deve ser copiado para o diretrio /usr/share/groff/tmac/ ou
  /usr/lib/groff/tmac/, dependendo da distribuio.  conveniente criar um
  ``link'' simblico para hyphen.br. Para usar esse arquivo, basta
  colocar no incio do seu documento troff/groff as linhas a seguir:

      .if \n(.g \{\
      .hla pt
      .hpf hyphen.pt
      .\}


  O .if no  necessrio para a acentuao, mas ele testa se o processador
  usado  o groff. Deste modo pode-se usar o mesmo documento em outros
  UNIX nos quais se use o troff normal sem que ele gere mensagens de
  erro sobre comandos desconhecidos.


  66..11..1122..  MMiiddnniigghhtt CCoommaannddeerr ((mmcc))

  No menu Options sub-menu Display bits... ligue a opo ``Full 8 bits''
  ou ``ISO 8859-1''. Na verso 3.2.11 isso permite que sejam mostrados
  nomes de arquivos contendo caracteres acentuados, mas no foi possvel
  digitar tais caracteres na linha de comando ou nas caixas de dilogo.


  66..11..1133..  MMiinniiccoomm

  Coloque uma linha no seu arquivo /etc/profile contendo

      MINICOM="-m -c on"
      export MINICOM


  Isso permitir usar a tecla Alt para ativar os comandos (exatamente
  como o Telix) e tambm usar cores. Para maiores informaes, leia o man-
  ual do Minicom usando o comando

      man minicom


  Mais uma dica sobre o Minicom: para faz-lo usar usar corretamante a
  tecla _M_e_t_a para ativao dos comandos rodando dentro de um _x_t_e_r_m, deve-
  se invoc-lo com a opo ``-m'' e passar a opo ``-xrm "*eightBitInput:
  false"'' para o xterm. Se usarmos o _r_x_v_t ento o minicom deve ser
  chamado com a opo ``-m'' e a tecla de ativao dos comandos ser _A_l_t. Fiz
  uma adaptao no script xminicom que pode ser obtido via WWW na pgina do
  Portuguese HOWTO.

  Segundo Arnaldo Carvalho de Melo, as verses mais recentes do Minicom
  suportam internacionalizao. Suporte para o Portugus foi acrescentado
  pelo pessoal da Conectiva. O cdigo fonte pode ser obtido na pgina do
  Jukka (atual mantenedor do Minicom) em

       <http://www.clinet.fi/~walker/minicom.html>






  66..11..1144..  NNeettssccaappee CCoommmmuunniiccaattoorr

  O Communicator, assim como muitas aplicaes que utilizam _t_o_o_l_k_i_t_s
  baseados no X Toolkit (Xt), permite que se modifiquem muitas de suas
  caractersticas por meio de arquivos de configurao (X Resources). No
  caso especfico do Communicator, pode-se criar um arquivo chamado
  Netscape no diretrio /usr/X11R6/lib/X11/app-defaults contendo estas
  opes.

  Na distribuio brasileira Conectiva, o pacote do Communicator vem com
  um arquivo /usr/lib/netscape/i18n/Netscape.ad.pt_BR e um script
  /usr/bin/netscape que executa o Communicator fazendo-o ler este
  arquivo. Uma cpia do Netscape.ad.pt_BR pode ser obtida na pgina
  oficial do Portuguese-HOWTO. Para us-lo, simplesmente copie-o para
  /usr/X11R6/lib/X11/app-defaults/Netscape, se sua distribuio no o
  possuir, mas fique atento que seu uso pode criar problemas com novas
  verses do programa.

  Maiores informaes sobre ``X Resources'' podem ser obtidas em [GET94],
  [McC94] e no manual do programa xrdb, com o comando


      man xrdb




  66..11..1155..  nnnn


       Al, al, algum usa nn? Informao mais atualizada ser bem rece-
       bida.


  Acrescente a seguinte linha ao arquivo ~/.nn/init:

      set data-bits 8




  66..11..1166..  PPiinnee ee PPiiccoo

  Para o Pine utilizar o conjunto de caracteres Latin 1, coloque uma
  linha no arquivo .pinerc, no diretrio do usurio, contendo

      character-set=ISO-8859-1


  ou crie um arquivo geral de configurao contendo tal linha. Esse
  arquivo normalmente  /usr/local/lib/pine.conf ou /usr/lib/pine.conf

  A configurao tambm pode ser feita usando o prprio programa. No _m_e_n_u de
  entrada selecione as opes Setup/Configuration. V at o tem ``character-
  set'' e preencha-o com ``ISO-8859-1''. Para maiores informaes leia o
  manual do pine com o comando

      man pine




  66..11..1177..  ttccsshh

  Nenhuma medida especial  necessria se for feita a correta configurao
  das variveis de ambiente ``LANG'' e ``LC_ALL'', conforme mostrado
  mostrado na seo ``Biblioteca libc''.

  Tcsh tem suporte a internacionalizao e na distribuio Debian h um
  pacote chamado tcsh-i18n com suporte para French, German, Greek and
  Spanish.


  66..11..1188..  TTeeXX ee LLaaTTeeXX


       Esta seo foi escrita com ajuda de Klaus Steding-Jessen.



  66..11..1188..11..  OO ppaaccoottee BBaabbeell

  O pacote _B_a_b_e_l, criado por Johannes Braams prov suporte a um grande
  nmero de idiomas para o LaTeX. De acordo com o idioma selecionado ele
  define muitas coisa como, por exemplo, os ttulos dos captulos
  (Chapter, Captulo, Kapitel) e o ttulo das tabelas (Tabela, Table,
  Tabelle). Para usar o pacote, basta incluir no prembulo de seu
  documento LaTeX o comando


      \usepackage[portuges]{babel}

      ou

      \usepackage[brazil]{babel}



  H diferenas sutis entre o Portugues do Brasil e o de Portugal, tais
  como as normas para escrita de datas e nomes de meses com a primeira
  letra maiscula ou minscula.

  Pode-se misturar mais de um idioma no mesmo documento. Para Alemo e
  Portugus ficaria:


      \usepackage[german,brazil]{babel}



  Nesse caso a ltima opo (brazil) fica sendo o idioma corrente. Para
  mudar ao longo do texto, entre um e outro, use:


      \selectlanguage{german}

      [...]

      \selectlanguage{brazil}



  Isto  muito til tambm quando queremos que uma palavra no seja
  separada.  Basta definir um novo idioma e us-lo nas palavras que no
  podem ser separadas. Coloque no prembulo:


      \newlanguage\nohyphen
      \newcommand\nh[1]{{\language\nohyphen #1}}



  E use com \nh{FOO BAR}.  melhor do que usar \mbox, que impede quebra
  no espaco em \mbox{FOO BAR}.


  66..11..1188..22..  SSeeppaarraaoo ssiillbbiiccaa

  Normalmente apenas os suportes a separao silbica para Ingls e Alemo so
  carregados.  Para configurar hifenizao no tteeTTeeXX, execute o utilitrio
  _t_e_x_c_o_n_f_i_g, que na distribuio Slackware deve ser o programa
  /usr/lib/teTeX/bin/texconfig e na Debian /usr/bin/texconfig.  Digite o
  comando


      texconfig hyphen



  O editor usado normalmente  o vvii. Se o seu editor predileto for outro,
  crie uma varivel de ambiente chamada EEDDIITTOORR contendo o nome desse
  programa, como no exemplo a seguir:


      EDITOR=pico
      export EDITOR



  O editor de texto ser carregado, para editar o arquivo language.dat.
  Procure uma linha que comea por %%ppoorrttuuggeess e remova o %%. Grave o
  arquivo e saia do editor. O texconfig atualizar diversos arquivos de
  configurao (no se assuste com a quantidade de mensagens que aparecem
  na tela).

  Se o nome da tabela de hifenizao que consta no seu language.dat
  pthyph.tex ento provavelmente trata-se da verso 1.0, de 1987. A verso
  1.2, de 1996, pode ser obtida via FTP annimo em

       <ftp://ftp.tex.ac.uk/tex-archive/language/por-
       tuguese/pt8hyph.tex>


  Copie-o para o mesmo diretrio onde se encontra o pthyph.tex, que
  dependendo de sua distribuio pode ser
  /usr/lib/texmf/tex/generic/hyphen /usr/share/texmf/tex/generic/hyphen
  ou /usr/lib/teTeX/texmf/tex/generic/hyphen. Execute o comando texcon-
  fig~hash e na mesma linha mencionada anteriormente insira um `8' no
  nome do arquivo, de modo que fique pt8hyph.tex.


  66..11..1188..33..  UUssoo ddee FFoonntt EEnnccooddiinngg TT11

  Se o conjunto de caracteres (_e_n_c_o_d_i_n_g) de uma fonte no prov acesso
  direto a caracteres acentuados, (como  o caso do OT1, padro do LaTeX)
  ento o TeX gera estes caracteres sobrepondo o caracter base mais o
  acento. O algoritmo de hifenizao, contudo, no hifeniza palavras
  formadas dessa forma.

  Se uma fonte j prov acesso direto a caracteres acentuados, como as de
  codificao T1, estes caracteres so usados diretamente sem prejuzo do
  algoritmo de hifenizao.  O uso de _e_n_c_o_d_i_n_g T1  fundamental para a
  correta hifenizao em Portugus.

  Note que trata-se da mesma fonte, por falta a Computer Modern, apenas
  o que muda  o seu _e_n_c_o_d_i_n_g, isto , a ordem/disponibilidade dos
  caracteres dentro da mesma. Para selecionar estas fontes, inclua no
  prembulo do seu documento o comando
      \usepackage[T1]{fontenc}



  O antigo pacote t1enc no deve mais ser usado e existe hoje apenas por
  questes de compatibilidade com documentos antigos. O fontenc  mais
  atual, continua a ser mantido e  de uso mais geral, portanto
  prefervel.


  66..11..1188..44..  EEddiioo ddee ddooccuummeennttooss

  Normalmente a introduo de caracteres acentuados no texto exige o uso
  de _s_e_q_n_c_i_a_s _d_e _e_s_c_a_p_e bastante trabalhosas. Para gerar um ``'' deve-se
  digitar \"o. Com _b_a_b_e_l pode-se digitar apenas "o, o que no deixa de
  ser inconveniente para ler o fonte do documento. H um pacote chamado
  iinnppuutteenncc que permite especificar a codificao em que esto os caracteres
  de um documento. Lembre-se porm que se o seu documento for enviado
  para outro usurio que no possua o iinnppuutteenncc ele poder no conseguir
  process-lo, mas esse recurso j est disponvel desde a liberao do
  LaTeX2e em dezembro 1994. Todas as distribuies de Linux atuais o
  incluem.

  Sugesto: uma configurao do GNU Emacs para gerar caracteres acentuados,
  prpria para o uso com o pacote inputenc:


      (add-hook 'LaTeX-mode-hook
                (lambda ()
                  (standard-display-european 1)
                  (load-library "iso-acc")
                  (iso-accents-mode 1)
                  (iso-accents-customize "portuguese")
                  (auto-fill-mode 1)
                  ))



  E outra que no requer o inputenc.  O uso da biblioteca `iso-cvt' faz a
  transformao de ISO-8859-1 (no buffer do Emacs) para o padro do LaTeX
  (no arquivo).


      (add-hook 'LaTeX-mode-hook
                (lambda ()
                  (standard-display-european 1)
                  (load-library "iso-cvt")
                  (load-library "iso-acc")
                  (iso-accents-mode 1)
                  (iso-accents-customize "portuguese")
                  (auto-fill-mode 1)
                  ))



  Muitas vezes o usuario j possui muitos arquivos num formato de acento
  do LaTeX e gostaria de passar tudo para o formato ISO, prprio para uso
  do pacote inputenc. Uma boa opo para isto  usar o programa recode. Se
  voc possui arquivos .tex e deseja converte-lo para formato ISO-8859-1
  pode usar:


      recode -d LaTeX:l1 file.tex



  O cdigo-fonte do GNU recode pode ser obtido via FTP annimo em
  <ftp://prep.ai.mit.edu/pub/gnu/recode/recode-3.4.tar.gz> e em muitos
  espelhos do GNU mundo afora. A distribuio Debian tem um pacote pronto
  e outras tambm devem ter.


  66..11..1188..55..  TTeessttee ddaa ccoonnffiigguurraaoo ddoo LLaaTTeeXX

  Para testar a nova configurao copie o seguinte trecho para um arquivo
  chamado, digamos, exemplo.tex:


      \documentclass[a4paper]{article}
      \usepackage[latin1]{inputenc}
      \usepackage[T1]{fontenc}
      \usepackage[portuges]{babel}
      %%
      %% ou \usepackage[brazil]{babel}
      %%

      \begin{document}
      \title{Linux Portuguese-HOWTO}
      \author{Carlos Augusto Moreira dos Santos}
      \date{\today}

      \maketitle

      \section{Introduo}

      Este documento pretende ser um guia de referncia de configurao
      do \textbf{Linux} e seus programas, teclados e fontes de
      caracteres, permitindo sua internacionalizao/utilizao confortvel
      por pessoas que falem a Lngua Portuguesa.

      \end{document}



  Esse texto contm de propsito uma ``palavra'' bastante longa para forar
  a separao silbica. Ele est disponvel via WWW no arquivo exemplo.tex na
  pgina do Portuguese HOWTO. Para process-lo, use o comando latex,
  conforme mostrado a seguir:

      bash$ latex exemplo.tex
      This is TeX, Version 3.14159 (C version 6.1)
      (exemplo.tex
      LaTeX2e <1996/06/01>
      Hyphenation patterns for english, german, portuges, loaded.
      (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/article.cls
      Document Class: article 1996/05/26 v1.3r Standard LaTeX document class
      (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/size10.clo))
      (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/inputenc.sty beta test version
      (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/latin1.def))
      (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/fontenc.sty
      (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/T1enc.def))
      (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/generic/babel/babel.sty (portuges.ldf
      (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/generic/babel/babel.def))) (exemplo.aux) [1]
      (exemplo.aux) )
      (see the transcript file for additional information)
      Output written on exemplo.dvi (1 page, 812 bytes).
      Transcript written on exemplo.log.


  A mensagem ``Hyphenation patterns for english, german, ppoorrttuuggeess,
  loaded.'' indica que a configurao foi bem sucedida. Se o seu computa-
  dor est rodando o X o documento formatado poder ser visto com o
  comando

      xdvi exemplo.dvi



  Observe que o ``\today'' gera a data corrente. No ``portugues'' seria
  ``17 de Julho de 1998'' mas no ``brazil'' seria ``17 de julho de
  1998''.


  66..11..1188..66..  PPrroobblleemmaass ccoomm aallgguunnss ppaaccootteess ddoo tteeTTeeXX

  H um problema com o pacote _a_l_g_o_r_i_t_h_m do LaTeX, que no  suportado pelo
  babel, fazendo com que a lista de algoritmos saia com o ttulo ``List
  of Algorithms'' e o ttulo de cada um deles seja impresso como
  ``Algorithm #''.  Para evitar esse problema, coloque no prembulo de
  seu documento LaTeX, aps o comando ``\usepackage{algorithm}'' o
  seguinte:


      \makeatletter
      \renewcommand{\ALG@name}}{Algoritmo}}
      \makeatother
      \renewcommand{\listalgorithmname}}{Lista de Algoritmos}}



  No teTeX 0.4 (verso 1.2h do portuges.ldf) o ttulo do ambiente _p_r_o_o_f,
  encontrado nas classes _a_m_s_b_o_o_k, _a_m_s_a_r_t, etc., sai como ``Proof.''.
  Para corrigir isso, coloque no prembulo de seu documento o comando


      \renewcommand{\proofname}}{Demonstra\c{c}\~ao}



  mas o mais recomendvel  que se atualize a verso do teTeX.

  Usurios do LyX podem incluir esses comandos no prembulo do documento
  usando o menu Layout/LaTeX Preamble. Pode-se resolver o problema
  alterando o arquivo portuges.ldf que contm as definies necessrias ao
  Portugus, mas esta soluo no  portvel, pois exigir que tal arquivo seja
  alterado em todas os computadores em que o documento deva ser
  processado.

  A licena do Babel no me permite distribuir o portuges.ldf separado do
  resto do pacote, mas para os interessados, coloquei  disposio na pgina
  do HOWTO um arquivo chamado portuges.ldf.patch que criei para o meu
  teTeX antigo (Slackware 3.4).  Para aplicar a atualizao, copie-o para
  o diretrio /usr/lib/teTeX/texmf/tex/generic/babel (Slackware), faa uma
  cpia de reserva do portuges.ldf original e invoque o utilitrio patch:


      cp -p portuges.ldf portuges.ldf.backup
      patch < portuges.ldf.patch



  Use o patch por sua conta e risco! Se voc deixar o backup no diretrio
  original ele ser includo no arquivo ls-R da prxima vez que o programa
  _t_e_x_h_a_s_h for executado.  Isso no far mal algum, mas pode-se mover o
  backup para algum lugar seguro (eu uso /usr/backup).



  66..11..1188..77..  LLiissttaa TTeeXX--BBRR

  H uma lista de discusso brasileira de usurios de TeX/LaTeX, chamada
  TeX-BR, que roda no servidor de listas da FURG. Para entrar da lista
  mande um mail contendo apenas a palavra ``subscribe'' no corpo para
  <tex-br-request@listas.furg.br>. Esta lista  administrada por Rafael
  Rodrigues Obelheiro.

  H uma pgina na WWW em  <http://biquinho.furg.br/tex-br/> por meio da
  qual se pode ler o histrico de mensagens. Tambm h referncias para
  muitos documentos sobre LaTeX, alguns em Portugus e outros em Ingls.


  66..11..1188..88..  LLaaTTeeXX--ddeemmoo

  Pode ser til tambm um documento de exemplo para ter onde comear.
  Pensando nisso, Klaus Steding-Jessen preparou um pequeno documento em
  Portugus com o objetivo de ser um guia ``by example'' para o usurio de
  LaTeX iniciante e intermedirio, que pode ser obtido via WWW em
  <http://biquinho.furg.br/doc/LaTeX-demo/>.

  Klaus ecreveu tambm uma srie trs artigos destinados a ``descrever o
  sistema LaTeX como uma alternativa mais eficiente aos processadores de
  texto WYSIWYG'' que podem ser lidos via WWW em
  <http://biquinho.furg.br/tex-br/doc/artigo-1-jessen/>.



  66..11..1199..  WWoorrddPPeerrffeecctt

  O Corel Wordperfect para Linux verso 8 suporta a acentuao por teclas
  mortas. No  necessrio nenhum procedimento especial. Como um entusiasta
  de software livre, entretanto, recomendo enfaticamente que se use o
  LyX, que j foi inclusive traduzido para nossa lngua, conforme
  mencionado na seo ``LyX''.


  66..11..2200..  XXeemmaaccss ((aannttiiggoo lluucciidd eemmaaccss))


       Agradeo a colaborao de Judson Santos Santiago e Goedson
       Teixeira Paixo que ajudaram a identificar os problemas com o
       Xemacs.


  O Xemacs j tem suporte acentuao direta no teclado usando ``dead
  keys'', mas h um erro na configurao original que o impede de
  reconhecer o acento circunflexo.  Este problema no ocorre se for usada
  a biblioteca _X_l_i_b aterada por Thomas Quinot, mencionada na
  seo ``Contornando os limites do X'', mas mesmo que no a usemos, basta
  colocar os seguintes comandos no seu arquivo de configurao .emacs:

      ;; Ajuste para fazer o acento circunflexo funcionar
      ;; Contribuio de Goedson Teixeira Paixao <gopaixao@dcc.ufmg.br>
      (require 'x-compose)
      (define-key global-map 'dead-circumflex compose-circumflex-map)



  Na distribuio Debian 2.0 o Xemacs 20.4 executa todos os scripts
  contidos no diretrio /etc/xemacs20/site-start.d ao ser carregado. Tudo
  que se tem a fazer  colocar esses comandos em um arquivo chamado, por
  exemplo, 01portugues-xemacs.el. No  necessrio instalar o
  _x_e_m_a_c_s_2_0_-_m_u_l_e, que possui extenses para lnguas que no usam o alfabeto
  romano. Os pacotes a instalar so os seguintes:

  +o  xemacs20-bin

  +o  xemacs20-nomule

  +o  xemacs20-support

  +o  xemacs20-supportel

  Se voc instalou o Xemacs no Slackware ou outro Unix,  moda antiga
  (dowload, compilao, instao), ento o arquivo a alterar  o site-
  start.el, que deve estar no diretrio /usr/lib/xemacs/site-lisp ou
  /usr/local/lib/xemacs/site-lisp, dependendo de sua instalao.

  Observe que a partir da verso 20.3 o Xemacs usa uma varivel especial
  para controlar o comportamento da tecla ``Delete'', no existente nos
  outros emacs chamada ddeelleettee--kkeeyy--ddeelleetteess--ffoorrwwaarrdd. Para ativar este
  comportamento coloque no seu arquivo .emacs uma linha contendo


      (setq delete-key-deletes-forward t)



  Arquivos de configurao prontos podem ser obtidos via WWW na pgina do
  Portuguese HOWTO. Para Slackware, h um site-start-xemacs.el, que deve
  ser copiado para o diretrio correto com o nome de site-start.el. Para
  Debian, h um 01portugues-xemacs.el que deve ser copiado para o
  diretrio /etc/xemacs20/site-start.d.

  Certifique-se de estar usando a verso 24-out-1998 ou mais recente do
  arquivo de ``mapa de teclado'' para o X, pois ela possui uma correo no
  tratamento das teclas modificadoras Alt e Meta, que so muito usadas
  pelo Xemacs.



  66..22..  RReeddee llooccaall ee IInntteerrnneett


  66..22..11..  FFTTPP ((FFiillee TTrraannssffeerr PPrroottooccooll))

  Existem dois modos de transferncia de arquivos: _b_i_n_a_r_y e _A_S_C_I_I, sendo
  este  utilizado para textos.  Deve-se tomar cuidado ao transferir um
  arquivo, pois o modo de transfrencia ASCII remove o oitavo bit de cada
  caracter transmitido, o que ter como conseqncia a perda de todos os
  caracteres acentuados. Desta forma aconselhado o envio de documentao
  em modo binary de forma a manter a integridade da mesma.

  Cuidado! Algumas verses mais antigas do pacote net-tools do Linux tm
  um cliente FTP que no reconhece corretamente quando o servidor remoto
  roda Unix. Deste modo ele no comutar o modo de transferncia para
  binrio automaticamente. Alm disso, alguns servidores FTP tambm no
  fornecem a informao corretamente.  Certifique-se de digitar o comando
  bin antes de um get quando quiser que a transferncia seja binria!


  66..22..22..  CCoorrrreeiioo eelleettrrnniiccoo

  O mesmo tipo de restries do FTP se aplica ao envio de documentos
  contendo caracteres acentuados atravs de correio eletrnico. Embora
  isto no acontea em todos os sistemas em uso na internet, bastar que o
  correio enviado passe no seu trajecto por um sistema que no suporte 8
  bits de informao para que o nosso documento seja deturpado.

  Para que no hajam problemas, deve-se utilizar um programa de emeil,
  que suporte o formato MIME (Multipurpose Internet Mail Extensions),
  formato este que permite o envio de documentao em modo 8 bits.
  Exemplos de programas de correio eletrnico com suporte para MIME, so o
  Eudora e o Pine.

  Se o destinatrio da mensagem no usa um agente com suporte para MIME,
  existe a opo de codificar os documentos com o utilitrio UUENCODE. Para
  maiores informaes a esse respeito, leia a documentao usando os
  comandos


      man uuencode
      man uudecode




  77..  FFiicchheeiirrooss nneecceessssrriiooss

  AAtteennoo!! Os mapas de teclado para o X fornecidos mapeiam a funo das
  teclas segundo a lista a seguir:

  +o  Alt esquerdo: Alt

  +o  Alt direito: AltGr

  +o  Control esquerdo: Control

  +o  Control direito: Control

  +o  ScrollLock: ScrollLock

  +o  Janela esquerda: Meta

  +o  Janela direita: Compose

  +o  Menu: Menu

  Se o seu teclado no possuir as teclas _p_a_r_a _W_i_n_d_o_w_s _9_5 ento pode ser
  melhor restabelecer a distribuio padro: edite o mapa e coloque um
  ponto de exclamao no incio das linhas que definem os _k_e_y_c_o_d_e_s 64, 113,
  115, 116 e 117.

  Foram elaborados mapas com suporte  acentuao para seis modelos de
  teclado, tanto para uso no console quanto para o X. Eles podem ser
  obtidos via WWW em um dos repositrios da pgina do Portuguese HOWTO:


  +o  <http://linusp.usp.br/~casantos/>

  Ao instalar um dos mapas fornecidos, lembre-se de ler os comentrios
  contidos neles, pois h informaes importantes sobre opes de configurao
  e aproveitamento das teclas adicionais dos teclados padro _W_i_n_d_o_w_s _9_5.
  As instrues para instalao esto nas sees ``Configurao do console'' e
  ``Configurao do X''.



     OO mmaappaa UUSS++ ((uuss++..mmaapp ee XXmmooddmmaapp..uuss++))
        Mapas para os teclados que seguem o padro americano. Como no
        existem teclas especiais para gerar o c-cedilhado nem o trema,
        foi usado um pequeno truque: o c-cedilhado  gerado pela seqncia
        'C.  No console pode-se faz-lo com a seqncia AltGR-C.  O trema
        gerado pela tecla ". Para gerar as aspas duplas  necessrio
        digitar a seqncia "<espao> e no console pode-se usar "";
        opcionalmente pode-se usar AltGR-", o que no  uma soluo muito
        confortvel, mas funciona...
        Testados com teclados de vrias marcas (e alguns sem marca :-).


     OO mmaappaa PPoorrttuuggaall ((pptt..mmaapp ee XXmmooddmmaapp..pptt))
        Mapas para teclados com desenho portugus. Esses teclados so os
        que possuem uma tecla com os caracteres  e . No so muito
        confortveis, porque para gerar o smbolos @@ [[ ]] {{ }} e o trema
        necessrio usar a tecla AAlltt--GGRR.

        Testado com um teclado da marca Key Tronic.


     OO mmaappaa AABBNNTT--22 ((aabbnntt--22..mmaapp ee XXmmooddmmaapp..aabbnntt22))
        Os computadores vendidos no Brasil fabricados pela IBM, Compaq e
        Itautec, entre outros, vm com esses teclados. Eles tambm pode
        ser adquiridos avulsos e so fabricados pela UIS e Keytec (no
        confundir com Key Tronic).  Este desenho  o mais confortvel de
        todos, pois tem a mesma distribuio dos acentos encontrada nas
        mquinas de escrever.

        Testado com teclados das marcas UIS e IBM.


     SSuunn TTyyppee 44 ee TTyyppee 55 ((XXmmooddmmaapp..SSuunn44++ ee XXmmooddmmaapp..SSuunn55cc++))
        Encontrados nas mquinas fabricadas pela Sun.  Estes mapas foram
        testados em SPARCstations modelos 1, 4, IPC e Classic rodando
        SunOS 4.1, Solaris 2.5.1 e Linux 2.0.33 (Red Hat 4.2). Como
        esses teclados no possuem o c-cedilhado, foi usado o mesmo
        truque do mapa US+. Apenas o mapa para o X  fornecido.


     NNCCDD++ ((XXmmooddmmaapp..NNCCDD++))
        Este mapa  para o teclado modelo N107 e foi testado em terminais
        X modelo 16r fabricados pela Network Computing Devices
        Inc. (NCD).  Embora a distribuio de teclas seja idntica  do Sun
        _T_y_p_e _4, os _k_e_y_c_o_d_e_s das teclas so diferentes. Esses teclados
        tambm no possuem o c-cedilhado, por isso foi usado o mesmo
        truque do mapa US+.  Apenas o mapa para o X  fornecido.

  A gerao dos caracteres acentuados  feita de acordo com a tabela a
  seguir:


      Para gerar              Digitar
      -------------------------------------------------
                             'c ou compose-,-c
                         'a 'e 'i 'o 'u
                         `a `e `i `o `u
                            ~a ~o
                         ^a ^e ^i ^o ^u
                         "a "e "i "o "u
      " (aspas)               "" ou AltGR-" no mapa US+
       (trema)               "-espao
      ' (apstrofo)           '' ou AltGR-' no mapa US+
      ` (grave)               `` ou AltGR-` no mapa US+
                             compose-O-R
                             compose-O-C
      -------------------------------------------------




  88..  IInnffoorrmmaaeess AAddiicciioonnaaiiss



  88..11..  FFoonntteess ddee iinnffoorrmmaaoo ssoobbrree LLiinnuuxx eemm PPoorrttuugguuss


     GGrruuppoo ddee IInnvveessttiiggaaoo LLiinnuuxx
        Grupo de usurios de linux da Universidade do Minho, em Portugal
        que pode ser visitado em  <http://gil.di.uminho.pt>.

     GGrruuppoo ddee UUttiilliizzaaddoorreess ddee LLiinnuuxx ddoo IISSCCTTEE
        Pode ser visitado em
        <http://www.students.iscte.pt/~a12593/gul.html>.

     LLiinnuuxx BBrraassiill
        Servidor da Universidade Estadual de Campinas, Brasil, contendo
        informaes sobre Linux no Brasil, que absorveu o antigo projeto
        LDP-br.  Pode ser visitado em  <http://linux.unicamp.br>.

     PPrroojjeettoo LLiinnUUSSPP
        Desenvolvido na Universidade de So Paulo, Brasil, coordenado por
        Jorge L.  deLyra. Pode ser visitado em  <http://linusp.usp.br/>.


  88..22..  FFrreeee TTrraannssllaattiioonn PPrroojjeecctt

  Programadores que quiserem desenvolver aplicaes com suporte a mais de
  uma lngua devem usar algum mtodo de definir mensagens em tempo de
  execuo, possivelmente usando uma biblioteca de funes para este fim. O
  projeto GNU criou o ``Free Translation Project'', com esta finalidade.
  Muitos aplicativos GNU j permitem que se troquem as mensagens bastando
  criar um catlogo que  lido pelo programa ao iniciar. H equipes de
  traduo responsveis por cada lngua.

  H uma lista de discusso via emeil para cada equipe de traduo, rodando
  em um servidor provido pela <Linux International>. Para fazer contato
  com a equipe de traduo para Portugus, envie um emeil para <pt@li.org>
  e para assinar a lista envie emeil para <pt-request@li.org> contendo
  apenas a palavra ``subscribe''. Assine a lista somente se voc quiser
  fazer parte da equipe de tradutores, pois ela nnoo se destina ao
  esclarecimento de dvidas de usurios!

  Mais informaes podem ser encontradas na documentao do pacote _g_e_t_t_e_x_t
  disponvel via FTP annimo em qualquer repositrio de software do GNU.
  Provavelmente sua distribuio j tem um pacote pronto para ser
  instalado, mas se voc desejar, os fontes da verso mais recentes podem
  ser encontrados em

       <ftp://ftp.gnu.org/pub/gnu/>


  e o nome do arquivo a copiar  ``gettext-<verso>.tar.gz''.


  88..33..  LLIIEE--BBRR


       A informao a seguir  baseada no contedo da pgina de apresen-
       tao da lie-br, escrita por Jorge Godoy.


  A lie-br foi criada com o intuito de auxiliar a comunidade Linux
  brasileira a obter softwares e documentao em sua lngua nativa: o por-
  tugus.  Essa lista  uma ramificao de outra maior, a LIE que visa a
  internacionalizao do Linux e sua posterior traduo para todos os
  idiomas (portugus incluso).

  Resumo dos objetivos da lie-br:

  +o  contribuir para o projeto de internacionalizao do Linux fazendo a
     parte relativa ao portugus para o Brasil;

  +o  internacionalizar programas, de modo a poderem ser usados nas
     lnguas nativas de cada pas, e no ficar preso ao idioma original ou
     ao ingls;

  +o  disponibilizar (sic) material em portugus para consulta e
     documentao;

  +o  aumentar o acervo de documentao disponvel e, indiretamente,
     auxiliar no desenvolvimento iniciado pelo projeto LDP-BR.

  Mais informaes podem ser encontradas na pgina WWW da lie-br, no
  endereo

       <http://lie-br.conectiva.com.br/>


  Ainda h uma quantidade enorme de documentos por traduzir. Se voc tem
  bom domnio do Ingls e deseja colaborar, ento pprriimmeeiirroo leia as instrues
  na pgina mencionada e assine a lista ``lie-br'', enviando um emeil
  para <lie-br-subscribe@bazar.conectiva.com.br>. No  preciso especi-
  ficar o assunto (subject) nem colocar nada no corpo da mensagem.


  88..44..  VVeerrsseess ddee ssooffttwwaarree tteessttaaddaass

  Todas as informaes presentes neste documento foram testadas nas
  seguintes verses de software:


  +o  Distribuies Slackware 3.2 (muito modificada), Debian 2.0, Red Hat
     5.2, Conectiva 3.0 (Guarani) e S.u.S.E. 5.6

  +o  XFree86 verses 3.3 a 3.3.3.1

  +o  Fvwm 2.0.46

  +o  Rxvt verso 2.4.5

  +o  Kernel verses 2.0.33 a 2.0.36

  +o  Kbd verses 0.92 a 0.96

  +o  GNU emacs verses 19.34 a 20.3

  +o  Less verses 321 e 332

  +o  GNU Bash verses 1.14.7 a 2.01.1

  +o  tcsh verses 6.07.02 e 6.07.06

  +o  LyX 0.12.0 a 1.0.0pre6

  +o  XForms 0.88

  +o  Joe 2.8

  +o  Pine 3.96 e 4.0

  +o  Pico 2.9

  +o  teTeX verses 0.4 e 0.9-9


  +o  XEmacs verses 20.3 e 20.4




  99..  OObbsseerrvvaaeess ffiinnaaiiss

  99..11..  FFuuttuurraass aaddiieess aa eessttee ddooccuummeennttoo

  As prximas verses do HOWTO devero conter, entre outros assuntos, os
  seguintes:

  +o  suporte  distribuio Caldera;

  +o  informaes sobre compartilhamento de arquivos em rede usando NFS,
     SAMBA e Mars-NWE;

  +o  configurao de _t_o_o_l_k_i_t_s de interface grfica: Qt, GTK, XForms, Tk
     (Tcl) e os baseados em Xt, como Motif, Lesstif, Xaw (*international
     ainda no est funcionando);

  +o  uma seo sobre desenvolvimento de programas;

  +o  referncias ao Ispell (us-lo para corrigir o prprio HOWTO :-);

  +o  informaes sobre X/Open, XPG4 e POSIX, ou pelo menos ponteiros para
     elas.

     Aceitam-se voluntrios para qualquer uma destas tarefas.

  Parece cada vez mais claro que as informaes sobre configurao de
  aplicativos devem ser movidas para outro documento, independente do
  HOWTO. Na forma como ele est hoje j chega a quase quarenta pginas
  impressas e com a adio de outras distribuies e aplicaes em breve
  chegar s 50. Um documento to grande foge ao esprito de um HOWTO, que
  deve ser sucinto e concentrado em um assunto especfico.


  99..22..  NNoottaa ddee DDiirreeiittooss ddee AAuuttoorr

  Este HOWTO teve como autor Joo Carlos Rodrigues Pereira, baseado em
  documentao escrita por Jos Bandeira alm dos restantes HOWTO's do
  Linux.  Atualmente ele  mantido por Carlos Augusto Moreira dos Santos,
  com a colaborao de muitos outros.

  Os documentos HOWTO do Linux podem ser reproduzidos e distribudos em
  todo ou em parte, segundo qualquer meio fsico ou electrnico, desde que
  esta Nota de Direitos de Autor se mantenha intacta em todas as cpias
  dos mesmos.  A distribuio comercial  autorizada e encorajada, no
  entanto, o autor gostaria de ser notificado de tais ocorrncias.

  Todas as tradues, trabalhos derivados, ou trabalhos agregando qualquer
  dos documentos HOWTO do Linux devero estar abrangidos por esta Nota de
  Direitos de Autor, ou seja, no poder ser imposta qualquer restrio
  adicional a trabalhos efectuados a partir de um dos documentos HOWTO
  do Linux nomeadamente no que diz respeito  sua distribuio.

  Excees a estas regras poderam ser obtidas. Para tal, dever-se-
  contactar o coordenador dos documentos HOWTO do Linux no endereo
  <linux-howto@metalab.unc.edu>.


  99..33..  GGaarraannttiiaa ((iinneexxiissttnncciiaa ddee)) ee nnoottaa ddee rreessppoonnssaabbiilliiddaaddee

  Apesar de ter sido feito o mximo esforo possvel para que o contedo
  deste documento esteja correto, no h nenhuma garantia de que ele no
  possua erros, nem de que tenha algum tipo de utilidade ou aplicao
  comercial, tcnica, educacional ou medicinal.  O autor no se
  responsabiliza por prejuzos decorrentes do seu uso. Em resumo: se a
  informao aqui contida quebrar seu computador em mil pedacinhos, junte
  tudo e cole, mas nnoo rreeccllaammee ppaarraa mmiimm!

  Documentos escritos por terceiros so de responsabilidade exclusiva
  deles e sua referncia neste HOWTO no representa nenhum tipo de
  recomendao, abono ou garantia de suporte.


  99..44..  AAggrraaddeecciimmeennttooss

  Deixo aqui os meus agradecimentos a todos os que de alguma forma me
  ajudaram quer atravs das suas sugestes quer atravs de contribuies de
  outro tipo, em especial a


     JJoooo CCaarrllooss RRooddrriigguueess PPeerreeiirraa
        Autor original deste documento que agora mantenho. Nunca tive
        contato com ele, nem sei por onde andar.  Sua pgina no
        Departamento de Informtica da Faculdade de Cincias da
        Universidade de Lisboa (http://caravela.di.fc.ul.pt/~jcrp/) no
        existe mais. Lembro-me de t-la visto, anos atrs.

     GGrreegg HHaannkkiinnss
        Ex-coordenador dos LLiinnuuxx HHOOWWTTOO, por me permitir assumir a
        manuteno deste documento e fornecer as primeiras dicas sobre
        autoria de documentos SGML.

  As pessoas listadas a seguir enviaram mensagens diretamente para mim
  ou para as listas Linux-BR da UNICAMP e TeX-BR com informaes, sugestes
  ou comentrios que foram includas neste texto. Se algum foi esquecido,
  por favor desculpe a falha.


       Andre Gerhard <andre@lme.usp.br>
       Arnaldo Carvalho de Melo <acme@conectiva.com.br>
       Bruno Barberi Gnecco <brunobg@geocities.com>
       Cees de Groot <cg@pobox.com>
       Francisco Semeraro <semeraro@sti.com.br>
       Goedson Teixeira Paixao <gopaixao@dcc.ufmg.br>
       Joao Carvalho <foxfire@fe.up.pt>
       Jorge Carvalho Pinto <jmcpinto@yahoo.com>
       Judson S Santiago <judson@costeira.dimap.ufrn.br>
       Ken MacLeod <ken@bitsko.slc.ut.us>
       Klaus Steding-Jessen <jessen@acm.org>
       Lamarque Vieira Souza <lamarque@dcc.ufmg.br>
       Marcelo Malheiros <malheiro@dca.fee.unicamp.br>
       Marcos Vinicius Lannes dos Santos <lannes@cnpgl.embrapa.br>
       Pedro Krger <kroger@e-net.com.br>
       Rafael Caetano dos Santos <rcaetano@linux.ime.usp.br>
       Rafael Rodrigues Obelheiro <obelix@biquinho.furg.br>
       Ramiro Morales <morales@siscard.com.ar>
       Raul Carvalho <rmpc@ip.pt>
       Ricardo Y. Igarashi <iga@originet.com.br>
       Roberto Mello <mello@internext.com.br>
       Wanderlei Antonio Cavassin <cavassin@conectiva.com.br>


  Os seguintes agradecimentos so do primeiro autor:

     CCaarrllooss FFeerrrreeiirraa
        Pela luta que trava pela defesa da lingua portuguesa, bem
        patente na sua _P_g_i_n_a _P_o_r_t_u_g_u_e_s_a disponvel no URL:
        http://lila.dei.uc.pt/~cjrf/po/ [Nota do mantenedor atual: esta
        pgina no existe]

     JJoooo CC.. SSiillvvaa
        Pelo apoio e incentivo e criticas (bem como por me deixar testar
        os meus conhecimentos no SEU computador).

     JJooss BBaannddeeiirraa
        Autor dos ficheiros port.map e xmodmap.  Pelo seu apoio e por
        ter escrito alguma da documentao mais elucidativa que eu j li
        sobre o assunto.


  1100..  BBiibblliiooggrraaffiiaa ccoommeennttaaddaa

  Esta seo ainda est incompleta e deve ser melhorada nas prximas verses.
  Os HOWTOs mencionados aqui geralmente so distribudos nos CDs de
  instalao e todas as distribuies possuem pelo menos alguns deles em
  pacotes prontos para instalar.  Na Slackwre esses pacotes so os da
  srie F e os documentos ficam instalados no diretrio /usr/doc/faq/howto
  e na Debian o diretrio  /usr/doc/HOWTO. Eles tambm podem ser obtidos
  via WWW em  <http://metalab.unc.edu/LDP/HOWTO/>.


     [[BBAALL9977]] BBAALLSSAA,, AAnnddrr DD.. LLiinnuuxx aanndd XX1111 iinntteerrnnaattiioonnaalliizzaattiioonn
        Disponvel via WWW em
        <http://wauug.erols.com/~balsa/linux/deadkeys/>

        Uma discusso sobre o problema da acentuao no X. Tambm contm
        referncias para outros documentos que tratam de
        internacionalizao.

     [[BBRROO9988]] BBrroowweerr AAnnddrriieess.. TThhee LLiinnuuxx KKeeyybbooaarrdd aanndd CCoonnssoollee HHOOWWTTOO
        Disponvel via WWW em
        <http://metalab.unc.edu/LDP/HOWTO/Keyboard-and-Console-
        HOWTO.html>.

        Descreve o tratamento teclado e console no Linux (kernel verso
        2.0) e tem vrias referncias ao X. Leitura obrigatria para quem
        quer entender a base do assunto.

     [[GGEETT9944]] GGeettttyyss,, JJaammeess eett aall.. XXlliibb -- CC LLaanngguuaaggee XX IInntteerrffaaccee
        Cambridge, X Consortium, Inc., 1994. 473p.

        Referncia definitiva sobre programao com Xlib.

     [[JJOONN8899]] JJoonneess,, OOlliivveerr.. IInnttrroodduuccttiioonn ttoo tthhee XX WWiinnddooww SSyysstteemm
        Englewood Cliffs, Prentice Hall, 1990.

        Um livro bastante antigo, mas contendo uma excelente e didtica
        introduo ao X e  programao com Xlib.

     [[MMccCC9944]] MMccCCoorrmmaacckk,, JJooeell eett aall..XX TToooollkkiitt IInnttrriinnssiiccss -- CC LLaanngguuaaggee
        IInntteerrffaaccee
        Digital Equipment Corporation/X Consortium, 1994.

        A referncia bsica para programadores interessados em usar Xt.

     [[OOSSSS9922]] OOssssaannaa,, JJoosseepphh && KKeerrnniigghhaann,, BBrriiaann.. TTrrooffff uusseerr''ss mmaannuuaall
        Computer Science Technical Report No. 54. Murray Hill, AT&T Bell
        Laboratories, 1992.

        Descrio detalhada de como usar o Troff para formatao de
        documentos.

     [[KKEERR8822]] KKeerrnniigghhaann,, BBrriiaann.. AA TTyyppeesseetttteerr--iinnddeeppeennddeenntt TTRROOFFFF
        Murray Hill, AT&T Bell Laboratories, 1982.
        O artigo de um dos pais do UNIX sobre o Troff.

     [[QQUUII9988]] QQuuiinnoott,, TThhoommaass.. DDeeaadd kkeeyyss uunnddeerr XX1111
        Disponvel via WWW em  <http://www.fdn.fr/~tquinot/index.en.html>

        A verso em ingls do artigo sobre a modificao da _X_l_i_b para dar
        suporte  acentuao independente da aplicao.

     [[RRAAYY9988]] RRaayymmoonndd,, EErriicc SS.. TThhee LLiinnuuxx XXFFrreeee8866 HHOOWWTTOO
        Disponvel via WWW em
        <http://metalab.unc.edu/LDP/HOWTO/XFree86-HOWTO.html>.

        Descreve como obter, instalar e configurar o XFree86. Todas as
        distribuies de Linux j vm com pacotes do XFree86 prontos para
        instalar, mas as informaes sobre configurao podem ser muito
        teis.

     [[SSCCHH8866]] SScchheeiifflleerr,, RRoobbeerrtt;; GGeettttyyss,, JJaammeess.. TThhee XX WWiinnddooww SSyysstteemm
        _A_C_M _T_r_a_n_s_a_c_t_i_o_n_s _o_n _G_r_a_p_h_i_c_s, New York, ACM, _5 (2): 79-109,
        april, 1986.

        O artigo seminal de Scheifler e Gettys descrevendo o X Window
        System.

     [[SSUUNN9900aa]] SSuunn MMiiccrroossyysstteemmss.. UUssiinngg NNRROOFFFF && TTRROOFFFF..
        Sun Microsystems, 1990.

        Parte da documentao que acompanhava as estaes de trabalho Sun e
        o sistema SunOS, no tempo em que os fabricantes de computadores
        distribuiam documentao de verdade.

     [[SSUUNN9900bb]] SSuunn MMiiccrroossyysstteemmss.. FFoorrmmaattttiinngg ddooccuummeennttss
        Sun Microsystems, 1990.

        Veja o tem anterior.

  Arquivos cuja leitura pode ser til:


     /usr/src/linux/Documentation/unicode.txt
        Explica como ativar os diversos tipos de fontes no console.
        Tambm explica onde obter fontes para o alfabeto Klingon, o que
        pode ser muito til se o leitor for um habitante daquele Imprio
        ou admirador de Jornada nas Estrelas.  Depois das recentes
        aventuras espaciais do Linux, no duvido de mais nada...

        A respeito deste assunto  de fundamental importncia saber que,
        segundo nosso consultor interestrelar Klaus Steding-Jessen,
        ``Klingon  o nome da raa e do seu idioma.  Kling  o nome do
        planeta.  Mas note que o Imprio Klingon  formado no apenas por
        esse planeta, mas por vrias colnias, teoricamente todas falando
        Klingon''. Tenho certeza de que sua vida nunca mais ser a mesma
        depois de saber disto.

     /usr/src/linux/include/linux/keyboard.h
        Contm as definies de constantes, funes e macros utilizadas por
        programas que fazem tratamento de teclado sob Linux.
        Normalmente esse arquivo  instalado com o pacote que contm o
        cdigo fonte do kernel. As distribuies geralmente possuem um
        pacote apenas com os arquivos _i_n_c_l_u_d_e e outros com o resto dos
        programas-fonte do kernel.

     /usr/X11R6/include/X11/keysymdef.h
        Contm as definies de constantes, funes e macros utilizadas por
        programas que fazem tratamento de teclado sob o X Window System.
        Normalmente esse arquivo  instalado com o pacote que contm as
        bibliotecas de desenvolvimento de aplicaes para X.

































































